A Clnica
This presentation is the property of its rightful owner.
Sponsored Links
1 / 80

A Clínica Médica de Freud PowerPoint PPT Presentation


  • 43 Views
  • Uploaded on
  • Presentation posted in: General

A Clínica Médica de Freud. Anuncio do novo endereço clínico de Freud.

Download Presentation

A Clínica Médica de Freud

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Presentation Transcript


A cl nica m dica de freud

A Clnica Mdica de Freud

Anuncio do novo endereo clnico de Freud


A cl nica m dica de freud

Com o rtulo de histeria pouco se altera, portanto, a situao do doente, enquanto que para o mdico tudo se modifica. Pode-se observar que este se comporta para com o histrico de modo completamente diverso que para com o que sofre de uma doena orgnica. Nega-se a conceder ao primeiro o mesmo interesse que d ao segundo, pois no obstante as aparncias, o mal daquele muito menos grave. Mas acresce outra circunstncia: o mdico, que, por seus estudos, adquiriu tantos conhecimentos vedados aos leigos, pode formar uma idia da etiologia das doenas e de suas leses, como, por exemplo, nos casos de apoplexia ou de tumor cerebral, idia que at certo ponto deve ser exata, pois lhe permite compreender os pormenores do quadro mrbido. Em face, porm, das particularidades dos fenmenos histricos, todo o seu saber e todo o seu preparo em anatomia, fisiologia e patologia deixam-no desamparado. No pode compreender a histeria, diante da qual se sente como um leigo, posio nada agradvel a quem tenha em alta estima o prprio saber. Os histricos ficam, assim, privados de sua simpatia. Ele os considera como transgressores das leis de sua cincia, tal como os crentes consideram os hereges: julga-os capazes de todo mal, acusa-os de exagero e de simulao, e pune-os com lhes retirar seu interesse (Freud, 1909).


A cl nica m dica de freud

ESTUDOS SOBRE A HISTERIA

Josef Breuer e Sigmund Freud(1893-1895)

SIGMUND FREUD EM 1891


A cl nica m dica de freud

NOTAS SOBRE OS ESTUDOS

  • Os Estudos sobre a Histeria costumam ser considerados como o pontodepartida da psicanlise.

  • O livro foi publicado em 1895.

  • Composto por:

    • Comunicao Preliminar (Breuer e Freud),

    • Consideraes tericas (Breuer)

    • A Psicoterapia da Histeria (Freud)

    • Cinco Casos Clinicos

  • O livro foi recebido desfavoravelmente nos crculos mdicos alemes. Passaram mais de dez anos antes que houvesse um pedido de segunda edio do livro.


A cl nica m dica de freud

  • O tratamento da Srta. Anna O. por Breuer, no qual se baseou toda a obra, ocorreu entre 1880 e 1882.

  • Naquela ocasio, Josef Breuer (1842-1925) j gozava de alta reputao em Viena

    • mdico com grande clnica

    • realizaes cientficas.

  • Sigmund Freud (1856-1939) apenas acabara de formar-se em medicina.

  • Freud e Breuer j eram amigos h vrios anos.

  • Freud relata que enquanto ainda trabalhava no laboratrio de Brcke, travara conhecimento com o Dr. Josef Breuer.

  • Naquela poca, Freud tinha seus principais interesses concentrados na anatomia do sistemanervoso.


  • A cl nica m dica de freud

    • Freud ficou muito impressionado com o relato de Breuer sobre o tratamento de Anna O. .

    • Cerca de trs anos depois, quando estava estudando em Paris sob a orientao de Charcot, deu-lhe conhecimento do caso.

      Mas o grande homem no mostrou nenhum interesse por meu primeiro esboo do assunto, de modo que jamais voltei ao tema e deixei que sasse de minha mente. (Freud, 1925)

    • Os estudos de Freud sob a orientao de Charcot tinham-se concentrado, em grande parte, na histeria.

    • Quando Freud voltou a Viena em 1886 e ali se fixou para estabelecer uma clnica de doenas nervosas, a histeria forneceu uma grande proporo de sua clientela.


    A cl nica m dica de freud

    • No incio, Freud se baseou nos mtodos de tratamento ento correntemente recomendados:

      • a hidroterapia

      • a eletroterapia

      • massagens

      • e a cura pelo repouso.

        Qualquer um que deseje ganhar para subsistncia com o tratamento de pacientes nervosos deve ser claramente capaz de fazer algo para ajud-los.

  • O arsenal teraputico continha principalmente duas armas, a hidroterapia e a eletro terapia.

    Sugeri que ela se separasse das duas filhas, que tm governanta, e se internasse numa casa de sade, onde eu poderia v-la todos os dias. Concordou com isso sem levantar a menor objeo. Ordenei que lhe dessem banhos quentes e lhe aplicarei massagens por todo o corpo duas vezes ao dia (ESB, II, p.81)..


  • A cl nica m dica de freud

    • O conhecimento de eletroterapia provinha do manual de W. Erb [1882], o qual proporcionava instrues detalhadas para o tratamento de todos os sintomas de doenas nervosas.

      Infelizmente, logo fui impelido a ver que seguir essas instrues no era absolutamente de qualquer valia e que o que eu tomara por um compndio de observaes exatas era meramente a construo de fantasia. Foi penosa a compreenso de que a obra do maior nome da neuropatologia alem no tinha maior relao com a realidade ... Assim, pus de lado meu aparelho eltrico. (Freud, 1925)

    • Quando os mtodos tradicionais revelaram-se insatisfatrios, Freud se voltou para outra rea:

      Nessas ltimas semanas atirei-me hipnose e logrei toda espcie de sucessos pequeninos, mas dignos de nota (Freud, 1950a, Carta 2 Fliess em 28 de dezembro de 1887).


    A cl nica m dica de freud

    • Assim, nos primeiros anos da atividade como mdico, o principal instrumento de trabalho foi a sugesto hipntica.

      havia algo de positivamente sedutor em trabalhar com o hipnotismo. Pela primeira vez havia um sentimento de haver superado o prprio desamparo, e era altamente lisonjeiro desfrutar da reputao de ser fazedor de milagres.


    A cl nica m dica de freud

    UM CASO DE CURA PELO HIPNOTISMO (1892-93)

    Extratos de Sugesto Hipntica

    Utilizei a sugesto para contestar todos os temores dela e os sentimentos em que esses temores se baseavam: No tenha receio! Voc vai poder cuidar muito bem do seu beb, ele vai crescer forte. O seu estmago est perfeitamente calmo, o seu apetite est excelente, voc j est na expectativa da prxima refeio etc. A paciente continuou dormindo, o que permiti por alguns minutos, e, depois que a despertei, ela revelou amnsia para o que ocorrera.

    Nem bem a comida lhe foi trazida e logo sua indisposio voltou; os vmitos comearam antes mesmo de ela tocar no alimento. Foi impossvel colocar o beb ao seio e todos os sinais objetivos eram os mesmos de quando eu chegara, na noitinha anterior. No consegui nenhum resultado com minha argumentao de que a batalha j estava quase ganha, de que agora ela estaria convencida de que o problema podia desaparecer e que de fato havia desaparecido durante meio dia.


    A cl nica m dica de freud

    Produzi ento a segunda hipnose, que a levou ao estado de sonambulismo, to rapidamente como da primeira vez, e agi com maior energia e confiana. Disse paciente que, cinco minutos depois de minha sada, ela iria zangar-se com sua famlia e dizer com aspereza: o que tinha acontecido com o jantar dela? ser que pretendiam deix-la passar fome? como poderia ela amamentar a criana, se ela mesma no tinha nada para comer? e assim por diante.

    Na terceira tarde, quando retornei, a paciente recusou-se a prosseguir qualquer tratamento. J no havia mais nenhum problema, disse ela: tinha um excelente apetite e muito leite para o beb, no havia a menor dificuldade quando este era posto a mamar etc. Seu marido achou muito estranho que, depois de minha sada, na vspera, ela tivesse reclamado violentamente, exigindo comida, e tivesse censurado a me de um modo que no lhe era habitual. Todavia, acrescentou ele, tudo tinha estado muito bem desde ento.


    A cl nica m dica de freud

    • Nessa poca o interesse de Freud pela sugesto hipntica tornou-se acentuado:

      • traduziu um dos livros de Bernheim em 1888 e outro em 1892

      • Com a idia de aperfeioar a tcnica hipntica, Freud empreendeu uma viagem de algumas semanas s clnicas de Libeault e Bernheim em Nancy, no vero de 1889.

  • Como expectador dos experimentos de Bernheim em seus pacientes do hospital, Freud teve a mais profunda impresso da possibilidade de que poderia haver poderosos processos mentais que, no obstante, permaneciam escondidos da conscincia dos homens.


  • A cl nica m dica de freud

    • Nessa fase inicial, Freud vinha constantemente empregando a hipnose na forma convencional:

      • para dar sugestes teraputicas diretas:

        Eu tambm havia eliminado suas dores gstricas durante a hipnose, tocando-a levemente no abdome, e lhe disse que, embora ela esperasse pelo retorno da dor depois do almoo, isso no aconteceria. (ESB, II, p. 84)


    A cl nica m dica de freud

    • Contudo, Freud relata que havia alguns pontos passveis de queixa:

      • ele no era capaz de hipnotizar todos os pacientes

      • era incapaz de pr alguns pacientes num estado to profundo de hipnose como teria desejado.

      • Alguns pacientes recaam aps breve tempo


    A cl nica m dica de freud

    • Outra tcnica empregada por Freud foi o mtodocatrtico, que constitui o tema do trabalho clnico apresentado nos Estudos sobre a Histeria.

    • O caso da Sra. Emmy von N. foi o primeiro que Freud tratou pelo mtodo catrtico.

    • O caso clnico da Sra. Emmy revela em muitos pontos como foi difcil para Freud adaptar-se a esse novo uso da sugestohipntica e ouvir tudo o que a paciente tinha a dizer, sem qualquer tentativa de interferir ou de lev-la a encurtar o relato.


    A cl nica m dica de freud

    Quando, h trs dias, ela se queixara pela primeira vez do seu medo dos hospcios, eu a havia interrompido aps sua primeira histria, a de que os pacientes eram amarrados a cadeiras. Vi ento que nada tinha ganho com essa interrupo e que no posso me furtar a escutar suas histrias com todos os detalhes at a ltima palavra.

    (Freud, 1895, p.90)


    A cl nica m dica de freud

    • O paradigmtico caso de Anna O.

      • A paciente do Dr. Breuer, uma jovem de 21 anos, de altos dotes intelectuais, manifestou, no decurso de sua doena, que durou mais de dois anos, uma srie de perturbaes fsicas e psquicas mais ou menos graves.

    • Sintomas

      • Tinha uma paralisia espstica de ambas as extremidades do lado direito, com anestesia, sintoma que se estendia por vezes aos membros do lado oposto;

      • perturbaes dos movimentos oculares e vrias alteraes da viso;

      • dificuldade em manter a cabea erguida;

      • tosse nervosa intensa;

      • repugnncia pelos alimentos e impossibilidade de beber durante vrias semanas, apesar de uma sede martirizante;

      • reduo da faculdade de expresso verbal, que chegou a impedi-la de falar ou entender a lngua materna; e,

      • estados de `absence (ausncia), de confuso, de delrio e de alterao total da personalidade.


    A cl nica m dica de freud

    • Diagnstico Quadro mrbido encontrado em indivduo jovem do sexo feminino, cujos rgos vitais internos (corao, rins etc.) nada revelam de anormal ao exame objetivo, mas que sofreu no entanto violentos abalos emocionais, e quando, em certas mincias, os sintomas se afastam do comum, Os mdicos no consideram o caso to grave. Afirmam que no se trata de uma afeco cerebral orgnica, mas desse enigmtico estado que desde o tempo da medicina grega denominado histeria e que pode simular todo um conjunto de graves perturbaes.

    • Histria clnica a afeco lhe apareceu quando estava tratando do pai, que ela adorava e cuja grave doena havia de conduzi-lo morte, como tambm que ela, por causa de seus prprios padecimentos, teve de abandonar a cabeceira do enfermo.


    A cl nica m dica de freud

    • O. trabalho com Anna O

      • Observao se a medicina o mais das vezes impotente em face das leses cerebrais orgnicas, diante da histeria o mdico no sabe, do mesmo modo, o que fazer.

      • Breuer notou que nos estados de `absence (alterao da personalidade acompanhada de confuso mental), Anna O. murmurava algumas palavras que pareciam relacionar-se com aquilo que lhe ocupava o pensamento.

      • O mdico, que anotara essas palavras, colocou a moa numa espcie de hipnose e repetiu-as, para incit-la a associar idias.

      • A paciente entrou, assim, a reproduzir diante do mdico as criaes psquicas que a tinham dominado nos estados de `absence e que se haviam trado naquelas palavras isoladas.

      • Eram fantasias profundamente tristes, muitas vezes de potica beleza devaneios, como podiam ser chamadas que tomavam habitualmente como ponto de partida a situao de uma jovem cabeceira do pai doente.


    A cl nica m dica de freud

    • Depois de relatar certo nmero dessas fantasias, sentia-se ela como que aliviada e reconduzida vida normal.

    • Esse bem-estar durava muitas horas e desaparecia no dia seguinte para dar lugar a nova `absence, que cessava do mesmo modo pela revelao das fantasias novamente formadas.

    • A prpria paciente, que nesse perodo da molstia s falava e entendia ingls, deu a esse novo gnero de tratamento o nome de `talking cure (cura de conversao) qualificando-o tambm, por gracejo, de `chimney sweeping (limpeza da chamin).

    • Verificou-se logo, como por acaso, que, limpando-se a mente por esse modo, era possvel conseguir alguma coisa mais que o afastamento passageiro das repetidas perturbaes psquicas. Pode-se tambm fazer desaparecer sintomas quando, na hipnose, a doente recordava, com exteriorizao afetiva, a ocasio e o motivo do aparecimento desses sintomas pela primeira vez.


    A cl nica m dica de freud

    Tinha havido, no vero, uma poca de calor intenso e a paciente sofria de sede horrvel, pois, sem que pudesse explicar a causa, viu-se, de repente, impossibilitada de beber. Tomava na mo o cobiado copo de gua, mas assim que o tocava com os lbios, repelia-o como hidrfoba. Para mitigar a sede que a martirizava, vivia somente de frutas, meles etc. Quando isso j durava perto de seis semanas, falou, certa vez, durante a hipnose, a respeito de sua dama de companhia inglesa, de quem no gostava, e contou ento com demonstraes da maior repugnncia que, tendo ido ao quarto dessa senhora, viu, bebendo num copo, o seu cozinho, um animal nojento. Nada disse, por polidez. Depois de exteriorizar energicamente a clera retida, pediu de beber, bebeu sem embarao grande quantidade de gua e despertou da hipnose com o copo nos lbios. A perturbao desapareceu definitivamente. (Freud, 1909)


    A cl nica m dica de freud

    • Ningum, at ento, havia removido por tal meio um sintoma histrico nem penetrado to profundamente na compreenso da sua causa.

    • Breuer observou que a paciente podia ser aliviada dos estados nebulosos de conscincia se fosse induzida a expressar em palavras a representao emotiva pela qual se achava no momento dominada.

    • A partir dessa descoberta, Breuer chegou a um novo mtodo de tratamento. Ele a levava a uma hipnose profunda e fazia-a dizer-lhe, de cada vez, o que era que lhe oprimia a mente.

    • Depois de os ataques de confuso depressiva terem sido eliminados dessa forma, empregou o mesmo processo para eliminar suas inibies e distrbios fsicos.


    A cl nica m dica de freud

    • Em seu estado de viglia a moa no podia descrever mais do que outros pacientes como seus sintomas haviam surgido, assim como no podia descobrir ligao alguma entre eles e quaisquer experincias de sua vida.

    • Sob hipnose ela de pronto descobria a ligao que faltava.

    • Todos os seus sintomas voltavam a fatos comovedores que experimentara enquanto cuidava do pai.


    A cl nica m dica de freud

    • Na maioria dos casos que tinha havido algum pensamento ou impulso que ela tivera de reprimir enquanto se encontrava cabeceira de enfermo, e que, em lugar dele, como substituto do mesmo, surgira depois o sintoma.

    • A concluso foi de que os sintomas tinham um significado e eram resduos ou reminiscncias daquelas situaes emocionais.

      • os histricos sofrem de reminiscncias. Seus sintomas so resduos e smbolos mnmicos de experincias especiais (traumticas).

    • Quando a paciente se recordava de uma situao dessa espcie de forma alucinatria, sob a hipnose, e levava at sua concluso, com uma expresso livre de emoo, o ato mental que ela havia originalmente recalcado, o sintoma era eliminado.


    A cl nica m dica de freud

    • primeira vista, a principal posio terica adotada pelos autores parece simples.

    • Eles sustentam que, no curso normal das coisas, se uma experincia for acompanhada de uma grande dose de afeto, esse afeto descarregado numa variedade de atos reflexos conscientes, ou ento vai-se desgastando gradativamente pela associao com outros materiais mentais conscientes.

    • No caso dos pacientes histricos, por outro lado, nenhuma dessas coisas acontece. O afeto permanece num estado estrangulado, e a lembrana da experincia a que est ligado isolada da conscincia.

    • A partir da, aj lembrana afetiva se manifesta em sintomas histricos, que podem ser considerados como smbolos mnmicos vale dizer, como smbolos da lembrana suprimida.


    A cl nica m dica de freud

    • Porque um evento se torna traumtico?

      • precisamente a ausnciadaab-reao que torna o eventopatognico, impedindo que a quantidade de afeto a ele vinculada se descarregue adequadamente.

    • Porque a terapia catrtica eficaz?

      • ela anula o poder das idias originalmente no ab-reagidas, ao permiti-lhes, atravs da linguagem, uma sada para seus afetos estrangulados.

      • Traz a estas idias uma correo associativa, reintroduzindo-asnaconscincianormal.


    A cl nica m dica de freud

    • Pontos fundamentais da Teoria em Os Estudos sobre a Histeria

      • A teoria procurou estabelecer uma descrio direta das observaes;

      • procurou estabelecer a origem dos sintomas da histeria;

      • Dava nfase significao da vida das emoes;

      • Estabelece a distino entre os atos mentais inconscientes e os conscientes (ou, antes, capazes de ser conscientes);

      • Introduz um fator dinmico, supondo que um sintoma surge atravs do represamento de um afeto;

      • Introduz um fator econmico, considerando aquele mesmo sintoma como o produto da converso de uma quantidade de energia represada.

      • Finalidade teraputica (Cura): Mtodo Catrtico (Breuer):

        • proporcionar que a cota de afeto que se tinha tornado estrangulada, pudesse obter descarga (ou ab-reao) e a insero dos pensamentos recalcados no curso normal da conscincia.


    A cl nica m dica de freud

    • O mtodo catrtico funcionava bem melhor, e seu suporte terico a teoria da ab-reao parecia bem mais fundamentado do que o da sugesto hipntica.

    • Freud passou ento a repetir as pesquisas de Breuer com seus prprios pacientes.

    • Contudo, embora reconhea a imensa ajuda do hipnotismo no tratamento catrtico, ampliando o campo de conscincia da paciente e pondo ao seu alcance conhecimentos que no possua em sua vida de viglia. Freud ir altera a tcnica da catarse, abandona o hipnotismo e procura substitu-lo por algum outro mtodo.


    A cl nica m dica de freud

    • As razes que o levaram a isto so:

      • nemtodos os pacientes eram hipnotizveis, embora manifestassem claramente sintomas histricos;

      • estava ansioso por no ficar restringido ao tratamento de condies histeriformes;

      • era preciso descobrir exatamente o que caracterizava a histeria, e em que ela diferia das outras neuroses;

      • dvidas quanto ao fatoressencial na eficcia do mtodo do hipnotismo:


    A cl nica m dica de freud

    A primeira foi que at mesmo os resultados mais brilhantes estavam sujeitos a ser de sbito eliminados, se minha relao pessoal com o paciente viesse a ser perturbada. Era verdade que seriam restabelecidos se uma reconciliao pudesse ser efetuada, mas tal ocorrncia demonstrou que a relao emocional pessoal entre mdico e paciente era, afinal de contas, mais forte que todo o processo catrtico, e foi precisamente esse fator que escapava a todos os esforos de controle. E certo dia tive a experincia que me indicou, sob a luz mais crua, o que eu h muito tinha suspeitado. Essa experincia ocorreu com uma de minhas pacientes mais dceis, com a qual o hipnotismo me permitia obter os resultados mais maravilhosos e com quem estava comprometido a minorar os sofrimentos, fazendo remontar seus ataques de dor a suas origens. Certa ocasio, ao despertar, lanou os braos em torno do meu pescoo. A entrada inesperada de um empregado nos livrou de uma discusso penosa, mas a partir daquela ocasio houve um entendimento tcito de que o tratamento hipntico devia ser interrompido. Fui bastante modesto em no atribuir o fato aos meus prprios atrativos pessoais irresistveis, e senti que ento havia apreendido a natureza do misterioso elemento que se achava em ao por trs do hipnotismo. A fim de exclu-lo, ou de qualquer maneira isol-lo, foi necessrio abandonar o hipnotismo.


    A cl nica m dica de freud

    • Estas dificuldades levam Freud a realizar mudanas na tcnica do tratamento.

    • No caso, MissLucy, Freud coloca o problema terico envolvido no abandono da hipnose:

      Ao desistir de utilizar o sonambulismo, talvez estivesse me privando daquele pr-requisito sem o qual o mtodo catrtico parecia inaplicvel. Pois ele se baseia na suposio de que, neste estado de conscincia alterado, o paciente tem sua disposio recordaes e associaes que aparentemente no existem em seu estado de conscincia normal. Quando no se desse ampliao sonamblica da conscincia, seria impossvel trazer conscincia aquelas relaes causais, que o paciente oferece ao mdico como algo desconhecido para ele (23).

      (23) Estudos, ESB, II, p. 109, (Miss Lucie)


    A cl nica m dica de freud

    • O problema se colocava assim: como induzir o paciente a recordar dos eventos traumticos sem recorrer hipnose?

    • Em substituio ao hipnotismo, Freud recorreu a uma prtica utilizada por Bernheim.

    • Ao despertar do estado de sonambulismo, os pacientes afirmavam no recordar do que havia relatado sob hipnose. Bernheim afirmava que a lembrana se achava presente; e insistia para que o paciente se recordasse. Afirmava que o paciente sabia de tudo e que tinha apenas de falar. Punha a mo na testa do paciente, ento as lembranas esquecidas de fato voltavam, de incio de forma hesitante, mas finalmente numa torrente e com clareza completa.

    • O sucesso destes experimentos sugeriu a Freud um modelo:

      Decidi prosseguir, baseado na suposio de que meus pacientes sabiam tudo aquilo que se revestia de significao patognica, e que tudo o que era necessrio era fora-los a revel-los (Miss Lucy, ESB, II, p.110).


    A cl nica m dica de freud

    Meus pacientes, refleti, devem de fato saber todas as coisas que at ento s tinham sido tornadas acessveis a eles na hipnose; e garantias e encorajamento da minha parte, auxiliados talvez pelo toque da minha mo, teriam, pensei, o poder de forar os fatos e ligaes esquecidos na conscincia. Sem dvida, isto parecia um processo mais laborioso do que levar os pacientes hipnose, mas poderia resultar como sendo altamente instrutivo. Assim, abandonei o hipnotismo, conservando apenas meu hbito de exigir do paciente que ficasse deitado num sof enquanto eu ficava sentado ao lado dele, vendo-o, mas sem que eu fosse visto.


    A cl nica m dica de freud

    • Quando o paciente no produzia a recordao desejada, Freud insistia at que ela aparecesse.

    • A falha no significava o esquecimento da recordao pertinente, ela estava ali desde a primeira presso. O que na verdade ocorria era que:

      os pacientes ainda no haviam aprendido a deixar de lado sua autocrtica. Repudiavam a recordao emergente porque a consideravam uma perturbao intil e inoportuna; mas depois de a comunicarem verificava-se invariavelmente ser esta a idia correta(25).

      (25) Miss Lucie, ESB, II, p. 111


    A cl nica m dica de freud

    • o fenmeno que Freud vai chamar de resistncia, ainda sem perceber sua imensa importncia.

    • O caso de Frulein Elizabeth von R. onde o termo resistncia aparece pela primeiravez.

    • A Tcnica de Concentrao exigia uma absoluta e voluntria cooperao por parte da paciente, o que nem sempre ocorria.

    • Freud suspeita de que realmente ela se recordara de algo, mas se recusava a comunic-lo (crtica ou assunto demasiado penoso)


    A cl nica m dica de freud

    Atravs do meu trabalho, eu tinha que sobrepujarumaforapsquicanapaciente, que impedia que a idia patognica se tornasse consciente (recordadas)... Deviaseramesmaforapsquicaquecontriburaparaaformaodosintoma, e que naquele momento (traumtico) impedira a idia patognica de se tornar consciente. Que tipo de fora poderia ter esta eficcia, e que motivo poderia t-la feito entrar em ao? (...) Tais idias (patognicas) eram sempre de natureza dolorosa, adequadas para provocar os afetos de vergonha, reprovao, dor psquica ou sentimento de injria; eram em geral daquele tipo que as pessoas gostariam de no ter experimentado, e preferemesquecer.

    A Psicoterapia da Histeria, ESB, II, p. 268


    A cl nica m dica de freud

    • Com a hiptesedadefesa o recurso hiptesedaab-reao se tomou desnecessrio.

    • A teoria:

      • Uma vez apresentada a idia dolorosa, o ego a repelira, rejeitando-a para se defender do conflito que ela necessariamente acarretaria

      • Quando, na terapia, Freud tentava dirigir a ateno para o trao mnmico desta idia, sentia como "resistncia" a mesma fora que na origem do sintoma se manifestara como "repulsa".

  • Faltava ainda demonstrar que a idia excluda se tornara patognica precisamente em virtude da recalque; o que Freud procura fazer nas reconstituies dos casos clnicos.


  • A cl nica m dica de freud

    • Alm dos casos de Anna O. e da Sra. Emmy Von N., os estudos apresentam o caso da Srta. Elisabeth von R., que teve incio no outono de 1892 e descrito por Freud como sua primeira anlise integral de uma histeria.

      O caso de Frulein Elizabeth von R. (exemplo clnico)

    • O conflito inicial se produzira por ocasio do regresso de Elizabeth, que saracomumrapaz, casa em que seu paiseencontravadoente, tendo a condio deste se agravado durante a ausncia da filha.

      • Este conflito inicial produzira a primeiraconverso, fazendo surgir uma dor na perna.


    A cl nica m dica de freud

    • O conflito seguinte se produzira quando da morte de sua irm; Elizabeth, que sempre alimentara um sentimentoafetuoso em relao a seu cunhado, pensara subitamente: "Agora ele est livre; poderei casar-me com ele".

      • A recalque desta idia conduzira a umanovaconverso, agravando a dor e difundindo-a para outras regies da perna.


    A cl nica m dica de freud

    a paciente, mergulhada em suas lembranas acridoces, no parecia notar para onde se estava encaminhando e continuou a reproduzir suas recordaes... Perguntei-lhe se durante a viagem havia pensado na possibilidade deplorvel que depois se concretizou [morte da irm]. Respondeu-me que evitara cuidadosamente pensar nela, mas acreditava que desde o incio a me havia esperado o pior...Naquele momento de terrvel certeza de que a irm amada estava morta sem ter-lhes dito adeus, e sem que ela lhe tivesse aliviado os ltimos dias com seus cuidados, naquele exato momento outro pensamentoatravessou a mente de Elisabeth, e agora se impunha de maneira irresistvel a ela mais uma vez, como um relmpago nas trevas: Agora ele est livre novamente e posso ser sua esposa. Tudo ficou claro ento. Os esforos do analista foram ricamente recompensados....


    A cl nica m dica de freud

    Nesse momento, ela queixou-se das dores mais terrveis e fez um ltimo e desesperado esforo para rejeitar a explicao: no era verdade, eu a havia induzido quilo, no podia ser verdade, ela seria incapaz de tanta maldade, jamais poderia perdoar-se por isso. Foi fcil provar-lhe que o que ela prpria me dissera no admitia outra interpretao. Mas passou-se muito tempo antes que meus dois argumentos consoladores o de que no somos responsveis por nossos sentimentos e o de que seu comportamento, o fato de ter adoecido naquelas circunstncias, era prova suficiente de seu carter moral passou-se muito tempo antes que essas minhas consolaes a impressionassem um mnimo que fosse.


    A cl nica m dica de freud

    • Neste Caso Clnico, Freud introduz uma afirmao explcita da existncia do inconsciente:

      Quando afirmamos que o amor pelo cunhado no era conhecido pela moa, exceto em raras ocasies, e mesmo assim s momentaneamente, queremos dizer exatamente o que estamos dizendo. No se trata de uma qualidade mais baixa ou de um grau menor de conscincia, mas de uma interrupo do processo de livre-associao mental com o resto da conscincia.


    A cl nica m dica de freud

    • Nos dois casos, a idia reprimida era de naturezaertica o incompatvel com a conscinciamoral da jovem

    • O mecanismo de converso ligado ao processo de defesa ficava assim dotado de uma base emprica slida, que Freud comprova tambm no caso da governanta inglesa, Miss Lucy.

    • A defesa resultava num benefcio para o ego, que se poupava de um conflitointolervel; mas este beneficio se conseguia s custas de uma anomalia psquica, de uma divisodaconscincia e do sofrimentofsico imposto pelas dores na perna


    A cl nica m dica de freud

    • O mecanismo da defesa descrito da seguinte forma:

      • surge a idiaIncompatvel (experincias e sentimentos sexuais, primeira vinculao explcita da sexualidade com a histeria).

      • a paciente procura recusar a idia

      • A tentativa de tratar a idia simplesmente como no tendo ocorrido fracassa, porque o trao mnmico por ela deixado e o afeto correspondente no podem ser extirpados da psique

      • O Eu procura ento enfraquecer a idia, retirando dela a soma de excitao que lhe corresponde

      • Enfraquecida a idia j no poder provocar associaespenosas

      • A soma de excitao (afeto) se desvia para outra direo.

      • Este mecanismo de defesa, consistente em dissociar a idia da excitao.


    A cl nica m dica de freud

    • O destino da excitao:

      • na histeria a excitao somatizada, total ou parcialmente, pelo mecanismo de converso

      • Na histeria, o modo de tornar incua a representao inconcilivel deslocar a soma de excitao desligada da representao recalcada sobre as representaes de partes do corpo.

      • a idia reprimida forma o ncleo de um segundogrupopsquico a que se acrescentam representaes proveniente de eventos traumticos similares.

      • A defesa, neste perodo, est explicitamente vinculada a um ato consciente, a saber, a rejeio da idia incompatvel, o que pressupe evidentemente a sua permanncia, ainda que breve, no campo da conscincia comum.


    A cl nica m dica de freud

    • Esta proposio contraria a tese de Breuer que supunha a incapacidade das idias surgidas no estado hipnide de entrarem em associao com os demais contedos psquicos:

      Breuer queria explicar a dissociao psquica dos histricos pela falta de comunicao entre os diversos estados de conscincia; os produtosdosestadoshipnides ficavam enquistados, como corpos estranhos no assimilados, na conscincia desperta.

      Eu concebia a prpria dissociaopsquica como o resultado de um processoderepulsa, a que dei o nome de defesa, e posteriormente de recalque (1)

      (1) A Histria do Movimento Psicanaltico


    A cl nica m dica de freud

    • Em Os Estudos sobre a Histeria j se registra a primeira divergncia entre Freud e Breuer. Qual a natureza da histeria?

    • Quando um processo mental se torna patognico (quando que se torna impossvel lidar com ele normalmente) ?

      • Breuer teoria fisiolgica: julgava ele que os processos que no podiam encontrar um resultado normal eram aqueles que se haviam originado durante estados mentais hipnides inusitados. Isto provocou a questo ulterior da origem desses estados hipnides.

      • Freud suspeitava da existncia de uma ao mtua de foras e da atuao de intenes e propsitos contraditrios como os que devem ser observados na vida normal.

        histeria hipnide versus neuroses de defesa.


    A cl nica m dica de freud

    • Na histeria de defesa, o que caracteriza o quadro clnico desta nova modalidade que os pacientes eram perfeitamente saudveis at o momento em que ocorreu um caso de incompatibilidade em sua ideao:

      ...apareceu uma experincia, idia ou sentimento, que provocou um afeto to doloroso, que a pessoa decidiuesquec-lo, porque no confiava em sua prpria capacidade de remover a incompatibilidade entre as idias intolerveis e seu eu. (1)

      • A incompatibilidade surge entre as idias e o Eu(2)

        (1) As Neuropsicoses de Defesa, ESB, III, p. 47

        (2) O termo Eu passa a substituir a noo de conscincia normal


    A cl nica m dica de freud

    • Com a mudana de tcnica, Freud concluiu que a hipnose interceptara da viso uma ao de foras que podiam agora ser observadas.

    • Tudo que tinha sido esquecido fora aflitivo, ou traumtico ou penoso ou vergonhoso pelos padres da personalidade do indivduo.

    • Por esse motivo fora esquecido isto , no tinha permanecido consciente.

    • Para torn-lo consciente novamente necessitava-se superar algo que lutava contra a recordao no paciente, foi necessrio promover esforos da parte do prprio paciente a fim de compeli-lo a recordar-se.


    A cl nica m dica de freud

    • Esta observao levou Freud elaborar sua teoria da recalque:

      A teoria da recalque tornou-se a pedra angular da nossa compreenso das neuroses.

    • possvel considerar a recalque como umcentro e reunir todos os elementos da teoriapsicanaltica em relao a ele.


    A cl nica m dica de freud

    • A descoberta da resistncia constitui o primeiro passo no sentido de super-la.

      • Nesta idia de resistncia alicercei ento minha concepo acerca dos processos psquicos na histeria. Para o restabelecimento do doente mostrou-se indispensvel suprimir estas resistncias. Partindo do mecanismo da cura, podia-se formar idia muito precisa da gnese da doena. As mesmas foras que hoje, como resistncia, se opem a que o esquecido volte conscincia deveriam ser as que antes tinham agido, expulsando da conscincia os acidentes patognicos correspondentes. A esse processo, por mim formulado, dei o nome de `recalque e julguei-o demonstrado pela presena inegvel da resistncia.

        (Freud, 1909)


    A cl nica m dica de freud

    • Algumas observaes sobre a passagem do Mtodo Catrtico para a Tcnica de Concentrao

      • Esta modificao no se resumia numa alterao tcnica. Implicava em transformar a terapia num dilogo, abandonando o mdico a postura autoritria do semideus onisciente. Freud se confessava ignorante e, socraticamente, nisto residia sua fora.

      • Por outro lado, as "idias" patognicas, ao serem rememoradas na sesso analtica, transpunham o passadopara o presente, o que convertia o tratamento num processo de autoconscientizao.

      • O registro da linguagem ganhava assim a dimenso de fator preponderante para a cura, o que no cessar de preocupar os positivistas, que esperam da ferida simblica uma leso orgnica.

      • A psicanlise, no gesto mesmo que a funda, estabelece um valor tico irredutvel: a sinceridade como pilar do discurso do paciente, a discrio e a suspenso do juzo moral como condies da escuta do analista.

      • Esta escuta, caa das resistncias, um exerccio de suspeita e a interpretao se erige como mtodo para detectar o desejo oculto sob a linguagem.


    A cl nica m dica de freud

    Os novos objetivos da terapia.

    • O objetivo da terapia deixa de ser ab-reagir um afeto que se desencaminhara

    • Transforma-se em revelar os recalques e substitu-las por atos de julgamento que podiam resultar quer na aceitao, quer na condenao do que fora anteriormente repudiado.

      Demonstrei meu reconhecimento da nova situao no denominando mais meu mtodo de pesquisa e de tratamento de catarse, mas de psicanlise.


    A cl nica m dica de freud

    Sntese do percurso realizado:

    • Freud comeou por abandonar a hipnose e a catarse

    • Introduziu a tcnica da concentrao

    • A percepo das resistncias, tornada possvel pelo estado normal de conscincia em que se conduzia o tratamento, levou-o a suspeitar de existncia da defesa.

    • A causa da defesa foi encontrada na incompatibilidade da idia penosa com o ego.

    • Abre-se a questo de por que tais idias seriam penosas?

    • A observao de Freud o leva a concluir que no era qualquer espcie de excitao emocional que estava em ao por trs dos fenmenos da neurose, mas habitualmente uma excitao de natureza sexual.


    A cl nica m dica de freud

    Mas a descoberta mais importante a que chegamos, quando uma anlise sistematicamente conduzida, a seguinte: qualquer que seja o caso e qualquerque seja o sintoma que tomemos como ponto de partida, no fim chegamos infalivelmente ao campo da experincia sexual. Aqui, portanto, pela primeira vez, parece que descobrimos uma precondioetiolgica dos sintomas histricos.

    As experincias sexuaisinfantis que consistem na estimulao dos rgos genitais, em atos semelhantes ao coito, e assim por diante, devem portanto ser consideradas, em ltima anlise, como os traumas que levam a uma reao histrica nos eventos da puberdade e ao desenvolvimento de sintomas histricos.


    A cl nica m dica de freud

    • Freud refere-se a algumas observaes que tinham sido feitas por Breuer, Charcot e Chrobak, que poderiam ter-lhe conduzido mais cedo a essa descoberta.

    • Na ocasio em que as ouviu no as compreendeu.

    • Relata que o que esses notveis mdicos disseram; na realidade, haviam-lhes escapado.


    A cl nica m dica de freud

    Um dia, quando eu era ainda um jovem mdico residente, passeava com Breuer pela cidade, quando se aproximou de ns um homem que evidentemente desejava falar-lhe com urgncia. Deixei-me ficar para trs. Logo que Breuer ficou livre, contou-me com seu jeito amistoso e instrutivo que aquele homem era marido de uma paciente sua e que lhe trouxera algumas notcias a respeito dela. A esposa, acrescentou, comportava-se de maneira to peculiar em sociedade que lhe fora levada para tratamento como um caso de doena nervosa. Concluiu ele: Estas coisas so sempre secrets dalcve! Perguntei-lhe assombrado o que queria dizer e respondeu explicando-me o termo alcve (leito conjugal), pois no se deu conta de quo extraordinrio o assunto de sua declarao me parecia.


    A cl nica m dica de freud

    Alguns anos depois, numa recepo em casa de Charcot, aconteceu-me estar de p perto do grande mestre no momento em que ele parecia estar contando a Brouardel uma histria muito interessante sobre algo que me ocorrera durante o trabalho do dia. Mal ouvi o incio, mas pouco a pouco minha ateno foi-se prendendo ao que ele dizia: um jovem casal de um pas distante do Oriente a mulher, um caso de doena grave, o homem impotente ou excessivamente desajeitado. Tchez donc, ouvi Charcot repetindo, j vous assure, vous y arriverez. Brouardel, que falava mais baixo, deve ter externado o seu espanto de que sintomas como os da esposa pudessem ter sido produzidos por tais circunstncias, pois Charcot de sbito irrompeu com grande animao: Mais, dans des cas pareils, cest toujours la chose gnitale, toujours toujours toujours; e cruzou os braos sobre o estmago, abraando-se a si mesmo e pulando para cima e para baixo na ponta dos ps vrias vezes com a animao que lhe era caracterstica. Sei que por um momento fiquei quase paralisado de assombro e disse para mim mesmo: Mas se ele sabe disso, por que no diz nunca?. Mas a impresso logo foi esquecida; a anatomia do crebro e a induo experimental de paralisias histricas absorviam todo o meu interesse.


    A cl nica m dica de freud

    Um ano depois, iniciara a minha carreira mdica em Viena como professor-adjunto de doenas nervosas, e em relao a tudo o que dizia respeito etiologia das neuroses ainda era to ignorante e inocente quanto se poderia esperar de um aluno promissor recm-sado de uma universidade. Certo dia, recebi um recado simptico de Chrobak, pedindo-me que visse uma cliente sua a quem no podia dedicar o tempo necessrio, por causa de sua recente nomeao para o cargo de professor universitrio. Cheguei casa da cliente antes dele e verifiquei que ela sofria de acessos de ansiedade sem sentido, e s conseguia se acalmar com informaes precisas de onde se encontrava o seu mdico a cada momento do dia. Quando Chrobak chegou, levou-me a um canto e me disse que a ansiedade da paciente era devida ao fato de que, embora estivesse casada h dezoito anos, ainda era virgo intacta. O marido era absolutamente impotente. Nesses casos, disse ele, o mdico nada podia fazer a no ser resguardar esta infelicidade domstica com sua prpria reputao, e resignar-se quando as pessoas dessem de ombros e dissessem dele: No vale nada se no pode cur-la depois de tantos anos. A nica receita para essa doena acrescentou, nos bastante familiar, mas no podemos prescrev-la. a seguinte:

    R. Penis normalis dosim repetatur!


    A cl nica m dica de freud

    • A exposio das concluses sobre o papel desempenhado pela sexualidade na etiologia das neuroses defrontou com incredulidade e contradio.

    • Freud relata que Breuer tambm se esquivou de reconhecer a etiologia sexual das neuroses. Apesar de que na concluso do tratamento de Anna O. quando o trabalho de catarse parecia estar concludo, a moa subitamente desenvolveu uma condio de amor transferencial.

    • Para Freud, Breuer certamente no fez a ligao disso com a doena.


    A cl nica m dica de freud

    A Neurtica: a teoria da seduo

    • A teoria da seduo, foi exposta em vrias cartas e manuscritos enviados a Fliess.

    • Sua forma final exposta nos artigos de 1896, Novas Observaes sobre as Neuropsicoses e na conferncia sobre AEtiologia da Histeria.

    • Freud comea o artigo recordando trs pontos j estabelecidos em publicaes anteriores:

      • o aspecto comum histeria, s obsesses e a certos casos de confuso alucinatria aguda consiste no mecanismo de defesa, no qual o ego procura reprimir uma idiaintolervel que lhe causa desprazer

      • os sintomas da histeria s se tornam compreensveis se forem reduzidos a experincias traumticas

      • Estes traumas psquicos se referem vida sexual


    A cl nica m dica de freud

    • A seo intitulada A Etiologia Especfica da Histeria contm no primeiro pargrafo a afirmao:

      Para causar uma histeria, preciso que a experincia que vai se tornar traumtica, atravs da liberao e da recalque do afeto doloroso, pertena aos traumas sexuais da infncia; e seu contedo deve consistir numa irritaorealdosrgosgenitais. A determinao especfica da histeria a passividade sexual nos perodos pr-sexuais

    • Segundo Freud, esta concluso fruto da observao de treze casos de histeria dois dos quais se referem a pacientes masculinos.


    A cl nica m dica de freud

    • Duas objees so afastadas de imediato:

      • a de que no se deve acreditar nas novelas que os pacientes inventam

      • e a de que a sexualidade ainda no desenvolvida da criana tornaria impossvel que tais experincias assumissem valor de traumas

      • primeira, Freud responde que ningum deve se pronunciar a respeito destes problemas sem ter feito uso do nico mtodo que permite o acesso a eles: o mtodo psicanaltico

      • A segunda rejeitada com base na teoria das reminiscncias: "na verdade, no so as prprias experincias que agem traumaticamente, mas sua revivncia como recordaes, depois que o indivduo penetra na maturidade sexual


    A cl nica m dica de freud

    • A data do trauma localizada ao redor dos trs ou quatro anos de idade.

    • O trauma no patgeno no momento em que ocorre; a ocasio para o incio da histeria a reativao, por meio das experincias da puberdade, das recordaes deste trauma, as quais no se tornaram conscientes, mas conduzem liberao do afeto penoso e recalque.

    • A "predisposio histeria", genrica nos escritos anteriores, agora explicitamente substituda pelo efeito pstumo do trauma sexual infantil.

    • A etiologia da histeria envolve, pois, uma experincia passiva de seduo durante a primeira infncia, cuja recordao se torna patognica atravs da recalque na poca da puberdade.

    • O problema que se coloca neste momento o seguinte: como explicar que uma experincia, em si mesma no-patognica, tenha o poder de desencadear o processo neurtico mediante sua recordao?


    A cl nica m dica de freud

    • Freud parte da observao de que o histrico afetado por idias excessivamente intensas, mas que se caracterizam por serem absolutamente banais, aparentemente desprovidas de capacidade para provocar as conseqncias dolorosas da molstia.

    • Caso Clnico: Emma

      • Sintoma: dominada pela compulso de no poder entrar em lojas sozinha.

      • Motivo apresentado:

        • uma lembrana da poca em que tinha doze anos (pouco depois da puberdade).

        • Ela entrou numa loja para comprar algo, viu dois vendedores rindo juntos, e saiu correndo, tomada de um afeto de susto.

        • terminou recordando que os dois estavam rindo das roupas dela e que um deles a havia agradado sexualmente.


    A cl nica m dica de freud

    • Concluses de Freud: a relao dessa lembrana com o sintoma so incompreensveis.

      • Se ela se sentiu mal porque suas roupas eram alvo de riso, isso ter sido remediado h muito tempo, desde que passou a se vestir como uma moa [crescida].

      • At a companhia de uma criana pequena suficiente para dar-lhe segurana.

      • Existe ainda o fato de um dos vendedores t-la agradado.

      • As lembranas despertadas no explicam nem a compulso nem a determinao do sintoma.

  • Novas investigaes revelaram uma segunda lembrana, que ela nega ter tido em mente na ocasio da primeira cena (a lembrana que permaneceu inconsciente).

  • Aos oito anos de idade, ela esteve numa confeitaria para comprar doces, e o proprietrio agarrou-lhe as partes genitais por cima da roupa.

  • Apesar da primeira experincia, ela voltou l uma segunda vez; depois, parou de ir. Agora, recrimina-se por ter ido a segunda vez, como se com isso tivesse querido provocar a investida.


  • A cl nica m dica de freud

    • Agora compreendemos a Cena I (vendedores), combinando-a com a Cena II (proprietrio da confeitaria).

    • O vnculo associativo entre as cenas fornecido pelo riso: o riso dos vendedores a fez lembrar-se do sorriso com que o proprietrio da confeitaria acompanhou sua investida.

    • Reconstruo: Na loja, os dois vendedores estavam rindo; esse riso evocou a lembrana do proprietrio. De fato, a segunda situao tinha ainda outra semelhana [com a primeira]: ela mais uma vez estava sozinha na loja.

    • A lembrana despertou o que ela certamente no era capaz na ocasio, uma liberao sexual, que se transformou em angstia.

    • Devido a essa angstia, ela temeu que os vendedores da loja pudessem repetir o atentado e saiu correndo.

    • De fato, seu estado de conscincia pesada e opressiva remonta a essa experincia.


    A cl nica m dica de freud

    • as idias em escuro (no esquema) correspondem s percepes que foram lembradas


    A cl nica m dica de freud

    • O fato de que liberao sexual tambm penetrou na conscincia fica comprovado pela atrao que ela sentiu pelo vendedor que sorria.

    • O resultado no permanecer sozinha na loja, devido ao risco de atentado construdo de maneira perfeitamente racional, levando em conta todos os elementos do processo associativo

    • Todo o complexo (crculos no escurecidos) estava representado na conscincia de roupas, evidentemente a mais inocente.

    • o elemento que penetra na conscincia no o que desperta interesse (o atentado), mas outro, na qualidade de smbolo (as roupas)

    • Temos aqui um caso em que uma lembrana desperta um afeto que no pde suscitar quando ocorreu como experincia, porque, nesse entretempo, as mudanas [trazidas] pela puberdade tornaram possvel uma compreensodiferente do que era lembrado.


    A cl nica m dica de freud

    • As cenas, descobertas atravs do trabalho teraputico, ocorreram invariavelmente na primeira infncia.

    • Os pacientes nada sabem de tais cenas , e opem uma viva resistncia sua rememorao. Este fato parece a Freud fornecer uma prova conclusiva da sua veracidade:

      • Se os pacientes as tivessem inventado, por que procurariam neg-las com tanta veemncia?

      • o fato relevante de que todos os pacientes relatavam cenas de seduo.


    A cl nica m dica de freud

    No acredito mais na minha Neurtica

    • Em 1897, Freud se viu forado a abandonar sua teoria da seduo. Anunciou esse acontecimento em sua carta a Fliess de 21 de setembro (Carta 69).

    • A partir da carta 69, vira-se uma pgina na histria dos conceitos de Freud, todo o esquema terico (Teoria da Seduo) vai cair, sendo progressivamente substitudo pelo que conhecemos como sexualidade infantil e inconsciente.

    • O golpe de graa em toda esta laboriosa construo, em que Freud se empenhara durante mais de dois anos, ser dado pela descoberta das fantasias histricas e os impulsos nelas expressos.


    A cl nica m dica de freud

    • Na Historia do Movimento Psicanaltico, Freud relata que:

      Nos primeiros dias da investigao..., Quando essa etiologia [seduo] se desmoronou sob o peso de sua prpria improbabilidade e contradio em circunstncias definitivamente verificveis, ficamos, de incio, desnorteados. A anlise nos tinha levado at esses traumas sexuais infantis pelo caminho certo e, no entanto, eles no eram verdadeiros. ...Nessa poca, estive a ponto de desistir por completo do trabalho, ... Talvez tenha perseverado apenas porque j no tinha outra escolha e no podia ento comear uma outra coisa. Por fim, veio a reflexo de que, ... Se os pacientes histricos remontam seus sintomas a traumas que so fictcios, ento o fato novo que surge precisamente que eles criam tais cenas na fantasia, e essa realidade psquica precisa ser levada em conta ao lado da realidade prtica. Essa reflexo foi logo seguida pela descoberta de que essas fantasias destinavam-se a encobrir a atividade auto-ertica dos primeiros anos de infncia, embelez-la e elev-la a um plano mais alto. E agora, de detrs das fantasias, toda a gama da vida sexual da criana vinha luz.

    Aula 3


    A cl nica m dica de freud

    CARTA 69

    Confiar-lhe-ei de imediato o grande segredo que lentamente comecei a compreender nos ltimos meses. No acredito mais em minha neurotica [teoria das neuroses]. Provavelmente, isso no compreensvel sem uma explicao; afinal, voc mesmo considerou crvel o que lhe pude dizer. De modo que comearei, historicamente, a partir da questo da origem de meus motivos de descrena. Os contnuos desapontamentos em minhas tentativas de fazer minha anlise chegar a uma concluso real, a debandada das pessoas que, durante algum tempo, eu parecia estar compreendendo com muita segurana, a ausncia dos xitos completos com que eu havia contado, a possibilidade de explicar os xitos parciais de outras maneiras, segundo critrios comuns este foi o primeiro grupo [de motivos].


    A cl nica m dica de freud

    Depois, veio a surpresa diante do fato de que, em todos os casos, o pai, no excluindo o meu, [1] tinha de ser apontado como pervertido a constatao da inesperada freqncia da histeria, na qual o mesmo fator determinante invariavelmente estabelecido, embora, afinal, uma dimenso to difundida da perverso em relao s crianas no seja muito provvel. (A perverso teria de ser incomensuravelmente mais freqente do que a histeria, de vez que a doena s aparece quando h uma acumulao de eventos e quando sobrevm um fator que enfraquece a defesa.) Depois, em terceiro lugar, a descoberta comprovada de que, no inconsciente, no h indicaes da realidade, de modo que no se consegue distinguir entre a verdade e a fico que catexizada com o afeto. (Assim, permanecia aberta a possibilidade de que a fantasia sexual tivesse invariavelmente os pais como tema.)


    A cl nica m dica de freud

    Em quarto lugar, a reflexo de que, na psicose mais profunda, a lembrana inconsciente no vem tona, no sendo, pois, revelado o segredo das experincias da infncia nem mesmo no delrio mais confuso.

    ... No tenho agora nenhuma idia do ponto a que cheguei, no obtive uma compreenso terica do recalcamento e de sua inter-relao de foras.

    Parece que novamente se tornou discutvel se so somente as experincias posteriores que estimulam as fantasias, que ento retornam infncia; e, com isso, o fator de uma predisposio hereditria recupera uma esfera de influncia da qual eu me incumbira de exclu-lo com a inteno de elucidar amplamente a neurose.


    A cl nica m dica de freud

    Se eu tivesse deprimido, confuso ou exausto, as dvidas desse tipo deveriam, por certo, ser interpretadas como sinais de fraqueza. De vez que estou num estado oposto, devo reconhec-las como o resultado de um trabalho intelectual honesto e esforado e devo ter orgulho, depois de ter ido to a fundo, de ainda ser capaz de tal crtica. Ser que essa dvida simplesmente representa um episdio prenunciador de um novo conhecimento?

    Tambm digno de nota no ter havido nenhum sentimento de vergonha, para o que, afinal, poderia haver uma justificativa. Certamente, no vou contar isso em Dan nem public-lo em Ascalon, na terra dos filisteus. Mas, perante voc e perante mim mesmo, tenho mais um sentimento de vitria do que de derrota e, afinal, isso no est certo.


    A cl nica m dica de freud

    • Os motivos da descrena:

      • Os contnuos desapontamentos em minhas tentativas de fazer minha anlise chegar a uma concluso real;

      • em todos os casos, o pai, no excluindo o de Freud, tinha de ser apontado como pervertido;

      • A descoberta quase simultnea do Complexo de dipo, feita em sua auto-anlise (Cartas 70 e 71, de 3 e 15 de outubro), levou inevitavelmente ao reconhecimento de que:

        • as moes sexuais atuavam normalmente nas crianas de mais tenra idade, sem nenhuma necessidade de estimulao externa.

        • a descoberta de que, no inconsciente, no h indicaes da realidade.


    A cl nica m dica de freud

    • A descoberta da Fantasia e da Sexualidade Infantil podem ser concentradas numa s: a descoberta do dipo (primeira referncia, carta a Fliess, 15 de outubro de 1897) com o qual freud depara em sua auto-anlise:

      Um nico pensamento de valor genrico revelou-se a mim. Verifiquei, tambm no meu caso, o apaixonamento pela me e cimes pelo pai, e agora considero isso como um evento universal do incio da infncia, mesmo que no to precoce como nas crianas que se tornaram histricas. (...) Sendo assim, podemos entender a fora avassaladora de Edipus Rex, apesar de todas as objees levantadas pela razo contra a sua pressuposio do destino. (...) Mas a lenda grega apreende uma compulso que toda pessoa reconhece porque sente sua presena dentro de si mesma.

    Aula 3


    A cl nica m dica de freud

    • Na carta 61 Fliess, Freud escreve:

      ... as estruturas psquicas que, na histeria, so afetadas pela recalque no so, na realidade, lembranas de vez que ningum se entrega atividade mnmica sem um motivo , mas sim impulsos decorrentes das cenas primitivas.

    • Na carta 64, o Manuscrito N, intitulado "Impulsos", abre-se com a declarao de que os impulsos hostis contra os pais, o desejo de que morram, tambm constituem elementos integrantes das neuroses.

      Parece que este desejo de morte se dirige nos filhos contra o pai e nas filhas contra a me... Estes impulsos so recalcados naquelas ocasies que reanimaram a compaixo plos pais, como sua enfermidade ou morte.

    Aula 3


    A cl nica m dica de freud

    Em Resumo

    • A partir da carta 69, vira-se uma pgina na histria dos conceitos de Freud, todo o esquema terico da Teoria da Seduo vai sendo progressivamente substitudo pelo que conhecemos como sexualidade infantil e inconsciente.

    • O conceito de recalque envolve uma transao de foras: algo reprime e algo recalcado. Era necessrio, nesta altura, traar uma geografia dinmica da mente, para explicar o fenmeno da recalque e seus efeitos, a produo de um inconsciente e em particular das neuroses.

    • Por outro lado, a verificao de que a sexualidade era privilegiada nos fenmenos repressivos, somada descoberta do contedo sexual das fantasias histricas, tornava imprescindvel a elaborao de uma teoria sexual que desse conta dos fatos observados na clnica.

    • Estes fatos (recalque e sexualidade) exigem de Freud toda uma srie de investigaes, que podem ser includas sobre dois temas:

      • A investigao do aparelho psquico

      • E a investigao da sexualidade infantil


  • Login