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Escrevendo pela Nova Ortografia Prof. Roberto Nunes Bittencourt rnb.roberto@gmail

Escrevendo pela Nova Ortografia Prof. Roberto Nunes Bittencourt rnb.roberto@gmail.com. Introdução

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Presentation Transcript


  1. Escrevendo pela Nova Ortografia Prof. Roberto Nunes Bittencourt rnb.roberto@gmail.com

  2. Introdução A Língua Portuguesa é o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Um dos pontos fundamentais de discussão a respeito do atual acordo ortográfico da Língua Portuguesa é a ideia de que a carência de uma ortografia oficial comum à comunidade lusófona traz, ao mesmo tempo, dificuldades de natureza linguística e política.

  3. De fato, até então a Língua Portuguesa era, no Ocidente, o único idioma a registrar oficialmente duas grafias: uma europeia e uma brasileira. As bases da atual ortografia da Língua Portuguesa foram assinadas no dia 16 de dezembro de 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e, posteriormente, por Timor Leste, que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

  4. Ainda que o atual sistema ortográfico esteja distante de ser uma reforma que unifique efetivamente a escrita europeia – na qual se baseia, também, os países africanos de expressão portuguesa – e a brasileira, certamente aponta substanciais avanços na perspectiva ortográfica dos sistemas da língua, pois se trata do primeiro acordo, de fato, entre Brasil e Portugal. Conforme explicita o Anexo II do texto oficial do Acordo 1990, uma das razões dessa falta de consenso e, consequentemente, do fracasso de tantas reformas foi a tentativa de impor uma unificação ortográfica absoluta ao longo do século XX. Será justamente o período científico que culminará com o Acordo de 1990, surgido com o propósito de pôr fim a tantos desacordos anteriores.

  5. Com o Acordo Ortográfico de 1990, estima-se que 1,6% do vocabulário lusitano e de 0,45% do brasileiro sofrerão mudanças, ou modificações, gráficas. As pronúncias típicas de cada país, porém, serão conservadas, o que leva a pensar que, na prática, a unificação proposta pouco modificará o idioma. Na orto­grafia brasileira, as mudanças correspondem, principalmente, a alguns casos da acentuação gráfica, a algumas simplificações no uso do hífen e a outras no uso obrigatório de letras iniciais maiúsculas; tornando o sistema anterior mais racional, simplificando-o. Se há um aspecto positivo a ser destacado sobre o Acordo ortográfico de 1990, certamente é o de não repetir os mesmos erros de tentativas anteriores, logo frustradas. No entanto, há que se ter cautela ao falar de “uniformização da língua” (uniformizar a forma escrita das palavras da Língua Portuguesa nos países em que ela é idioma oficial) como se propõe na reforma ortográfica.

  6. Alfabeto Nosso alfabeto passe a ter novamente 26 letras – eram 23. Além das atuais, são oficialmente incorporadas as letras k, w e y, que nunca deixaram de ser utilizados. São empregadas em algumas situações especiais, como já ocorre atualmente, nos seguintes exemplos: a. Em antropônimos (nomes próprios de pessoas) e seus derivados, como Franklin, frankliniano, Darwin, darwinismo, Byron, byroniano. b. Em topônimos (nomes próprios de lugares) originários de outras línguas e seus derivados, como Kuwait, kuwaitiano, Yokohama, Kiev. c. Em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidadesde medida internacionais, como km (quilômetro), K (potássio),W (watt), www (sigla de world wide web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores). d. Em palavras estrangeiras incorporadas à língua, como show, download, megabyte. playground, windsurf, kung-fu.,

  7. Trema O trema, sinal diacrítico usado em cima do u (ü) para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gueegui, é pronunciada, deixa de existir na Língua Portuguesa. Vale lembrar, porém, que a pronúncia continua a mesma. Assim: agüentar, argüir, bilíngüe, cinqüenta, delinqüente, eloqüente,ensangüentado, eqüestre, freqüente, lingüeta, lingüiça, qüinqüênio, sagüi,seqüência, seqüestro, tranqüilo, passam a ser grafados: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente, ensanguentado, equestre, frequente, lingueta, linguiça, quinquênio, sagui, sequência, sequestro, tranquilo. No entanto, o trema é mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados, como Bündchen, Michaëllis, Müller, mülleriano. Seu uso permanece, também, em textos nos quais o autor quer marcar estilisticamente a pronúncia da respectiva vogal.

  8. Ditongos abertos Deixam de ser acentuados os ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas Assim, alcatéia, andróide, apóia, asteróide, bóia, clarabóia, colméia, Coréia, epopéia, heróico, idéia, jibóia passam a ser grafados alcateia, androideapoia, asteroide, boia, claraboia, colmeia, Coreia, epopeia, heroico, ideia, jiboia.

  9. Entretanto, Receberá acento gráfico a palavra que, mesmo incluída neste caso, se enquadrar em regra de acentuação, como ocorre com destróier, Méier, já que toda palavra paroxítona terminada em -r é acentuada. As oxítonas(palavras com acento na última sílaba) terminadas em éi, éu e ói continuam com o acento (no singular e/ou no plural), como herói(s), chapéu(s), anéis, dói, céu.

  10. Depois de ditongos Deixam de ser acentuadas as palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo, como baiúca, bocaiúva, cauíla, feiúra, que passam a ser grafadas baiuca, bocaiuva, cauila, feiura. No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se formarem hiato, mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de s, como em baú, baús, saída. No caso das palavras oxítonas, nas mesmas condições descritas no item anterior, o acento permanece, como em tuiuiú, Piauí.

  11. Hiato – Acento circunflexo O acento circunflexo não será mais usado nas palavras terminadas em oo. Assim, enjôo, vôo, abençôo, corôo, magôo, perdôo, passam a ser grafados enjoo, abençoo, coroo, magoo, perdoo. Importante ressaltar que palavras como herôon (monumento funerário que era erguido na Grécia antiga para homenagear um herói) continuam acentuadas, porque são paroxítonas terminadas em -on.

  12. Deixa de ser usado o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados. Assim, crêem, lêem, dêem , descrêem, relêem, revêem, passam a ser grafados creem, leem, deem, descreem, releem, reveem. No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. Eles continuam com o acento circunflexo no plural (eles têm, eles vêm) e, no caso dos derivados, com o acento agudo nas formas que possuem mais de uma sílaba no singular (ele detém, ele intervém).

  13. Acento diferencial O acento diferencial de intensidade não é mais utilizado em palavras como para (flexão do verbo parar) e para (preposição); pela (do verbo pelar) e pela (união da preposição com o artigo); polo (substantivo) e polo (união antiga e popular de por e lo); pelo (do verbo pelar) e pelo (substantivo); pera (a fruta) e pera (substantivo em desuso que significa pedra), em oposição a pera (preposição arcaica, que significa para).

  14. A palavra forma / fôrma passa a ter grafia facultativa, podendo, portanto, ser grafada com ou sem o acento diferencial de timbre. Em pôde (pretérito perfeito do indicativo) / pode (presente do indicativo), permanece o acento diferencial de timbre. Permanece o acento diferencial de intensidade em pôr (verbo) / por (preposição).

  15. U tônico – acento agudo Nas formas verbais rizotônicas (cujo acento tônico recai na raiz), o acento agudo do u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i (gúe, gúes, gúem, gúi, gúis, qúe, qúes, qúem) deixa de ser utilizado, já que se tratava de uma regra sem apoio fonético, como em em: averigúe, apazigúe e argúem, que passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem; enxague, enxagues, enxaguem, delinques, delinque, delinquem. Tais verbos passam a admitir dupla pronúncia, sendo possíveis, também, formas como averígues, apazígue, apazíguem, apazígues, averígue, averíguem, enxágues, enxágue, enxáguem, delínques, delínque, delínquem.

  16. Hífen O hífen é um sinal diacrítico cuja finalidade é a de ligar os elementos de palavras compostas (guarda-noturno; ex‐governador) e para unir pronomes átonos a verbos (disseram‐me; vê‐lo‐ei). É utilizado, também, na translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em duas partes (bol‐/sa; advoga‐/do). O atual Acordo ortográfico, diante da má sistematização na ortografia da Língua Portuguesa, procurou organizar o uso do hífen, tornando seu uso mais racional e simples, alterando, inclusive, algumas das regras anteriores.

  17. a. Com os prefixos, em geral, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h, como em anti-higiênico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem. Entretanto, permanece a regra segundo a qual palavras formadas com os prefixos des, in e re cujo segundo elemento perde o h inicial, como em desabilitar, desabituar, desarmonia, deserdar, desonrar, desumano, inábil, inóspito, inumano, reaver, reidratar, reumanizar, reomenagear.

  18. b. O hífen é usado quando o prefixo termina por uma letra (vogal ou consoante) e o segundo elemento começa pela mesma letra, como em anti-ibérico, anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, semi--internato, hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-base, sub-bloco, super-reacionário, supra-auricular.

  19. c. Sempre é utilizado com os prefixos além, aquém, ex, pós, pré, pró, recém, sem e vice, como em além-mar, além -túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-presidente, pós-graduação, pós-moderno, pré-história, pré-vestibular, pré-fabricado, pró-reitor; recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-rei.

  20. d. O hífen deve ser usado com os sufixos ou radicais pospositivos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim, como em acará-açu, tamanduá-açu, sabiá-guaçu, anajá-mirim, Guapi-mirim. e. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que, ao se combinarem, formam encadeamentos vocabulares, como ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo, rodovia Rio-Santos.

  21. f. Em certas palavras que perderam a noção de composição não se usa o hífen, como em girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, pontapé . g. Se na translineação a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte, como em: O diretor do colégio recebeu os ex- -alunos em sua sala. h. Escreve-se sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha.

  22. Considerações finais A obra de importantes estudiosos e gramáticos brasileiros a respeito do novo acordo ortográfico – dos quais destacamos Botelho (2007), Azeredo (2008), Bechara (2008) e Silva (2009) – permite-nos perceber que, da forma como fora proposto, o acordo termina por não refletir a real necessidade de uma reforma, de fato, que unifique as grafias de Portugal e do Brasil. Mas, ressalte-se, este desponta como o primeiro acordo entre ambos os países que escrevem suas nacionalidades pela Língua Portuguesa. Se ainda é insuficiente, trata-se, ao menos, de um importante passo rumo a uma unificação – a uma reforma – de fato.

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