Demanda por m o de obra
This presentation is the property of its rightful owner.
Sponsored Links
1 / 157

DEMANDA POR MÃO-DE-OBRA PowerPoint PPT Presentation


  • 61 Views
  • Uploaded on
  • Presentation posted in: General

DEMANDA POR MÃO-DE-OBRA. PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO TEORIA MICROECONÔMICA II NOTAS DE AULA UFRGS. A CONTRATAÇÃO DO NÚMERO ÓTIMO DE TRABALHADORES. Bibliografia: Lazear (1998, cap. 2, p. 26-29) Borjas (1996, cap.4) E & S (2000, caps. 3 & 4) Cahuc & Zylberberg (2004, cap.4)

Download Presentation

DEMANDA POR MÃO-DE-OBRA

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Presentation Transcript


Demanda por m o de obra

DEMANDA POR MÃO-DE-OBRA

PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO

TEORIA MICROECONÔMICA II

NOTAS DE AULA

UFRGS


A contrata o do n mero timo de trabalhadores

A CONTRATAÇÃO DO NÚMERO ÓTIMO DE TRABALHADORES

Bibliografia:

Lazear (1998, cap. 2, p. 26-29)

Borjas (1996, cap.4)

E & S (2000, caps. 3 & 4)

Cahuc & Zylberberg (2004, cap.4)

Hamermesh (1993, cap. 2 & 3)


A contrata o do n mero timo de trabalhadores1

A contratação do número ótimo de trabalhadores

Hiring is the primary role of many personnel departaments, bet few personnel specialists provide managers of other departaments with much guindance on how to set hiring standards. Nor are they often asked. Our first substantive capter is, therefore, a discussion of hiring.

Edward Lazear (1998,p.9)


A contrata o

A Contratação

Hiring policies are at the heart of firms’ overall HRM strategy.

Robert J. LaLonde (2004)


Demanda por m o de obra1

Demanda por Mão-de-Obra

Como as firmas decidem

quantas pessoas empregar?


Demanda por m o de obra quest es

Demanda por mão-de-obra - questões

Como as decisões de empregar são afetadas por mudanças nos salários e outros custos do emprego?

Como o progresso técnico afeta o nível de emprego da firma e da economia como um todo?

Como o governo afeta as decisões de emprego, fixando, por exemplo, o salário mínimo e os impostos sobre a folha de pagamento?

Qual o efeito das elasticidades da demanda por mão-de-obra sobre o nível de emprego e o poder de barganha dos sindicatos de trabalhadores?


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados

Questão chave:

Quantos trabalhadores contratar a fim de que a firma maximize os lucros?

[A curva de demanda de mão-de-obra da firma]

Critério: Contratar enquanto a contribuição do último contratado for maior que seu custo (ou seja, o incremento no lucro forpositivo).


Maximiza o de lucros

Maximização de Lucros

Problema microeconômico: Maximizar os lucros escolhendo o nível de produção ótimo.

2 fatores chaves de produção (mão-de-obra e capital).

Regra de bolso (Rule of thumb):

Se o lucro líquido gerado por uma unidade extra de insumo for positivo, então adicione uma unidade;

Se o lucro líquido gerado por uma unidade extra de insumo for negativo, então reduza a unidade;

Se o lucro líquido gerado por um insumo extra for zero, não é necessária uma mudança adicional;


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados o mercado de insumos

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados – o mercado de insumos

Uma firma não pode obter lucros a menos que ela tenha uma demanda por seus produtos. As famílias devem estar dispostas a pagar pelo produto da firma.

A quantidade de produto que uma firma produz, tanto no curto como no longo prazo depende, então, do valor que o mercado atribui ao produto produzido pela firma. Visto que a demanda por insumos depende da demanda por produtos, a demanda por insumos é, na realidade, uma demanda derivada.


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados o mercado de insumos1

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados – o mercado de insumos

O valor de qualquer insumo – terra, trabalho ou capital – depende de como a sociedade avalia as coisas ou os produtos.

Portanto, o preço de qualquer fator de produção em mercados competitivos depende do preço que seu produto é vendido no mercado.


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados o mercado de insumos2

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados – o mercado de insumos

As curvas de demanda por fatores de produção – como a mão-de-obra – são demandas derivadas, isto é, elas dependem ou são derivadas do nível de produção da empresa e do custo dos insumos.


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados o mercado de insumos3

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados – o mercado de insumos

Os empregadores contratam a mão-de-obra não pela satisfação direta que tal medida lhes traz, mas pela contribuição que acreditam que a mão-de-obra pode dar para produzir algum produto para a venda.


A determina o do n mero de trabalhadores e serem contratados o mercado de insumos4

A determinação do número de trabalhadores e serem contratados – o mercado de insumos

Assim, não surpreende que a demanda por mão-de-obra pelos empregadores seja uma função das características da demanda no mercado de produtos.

Ela é função também das características da demanda no mercado de produtos e do processo de produção – mais especificamente, da facilidade pela qual o capital pode substituir a mão-de-obra e outros fatores de produção.


Quantos trabalhadores contratar

Quantos trabalhadores contratar?

Da microeconomia, nós sabemos que a firma irá contratar um trabalhador adicional se e somente

RMg > CMg:

- RMg = receita marginal (P) [RT/E];

- CMg = custo marginal (w) [CT/E].


Quantos trabalhadores contratar1

Quantos trabalhadores contratar?

Política de contratação: Contratar um novo trabalhador se o incremento das receitas (RMg) excederem os custos (CMg).

Definição de receita incremental: valor do produto físico marginal (VPFMg = P.PFMg).

Definição dos custos incrementais (CMg): taxa de salário de mercado (Wm).


Por que esta pol tica funciona

Por que esta política funciona?

Considere a seguinte “função de produção.”

EmpregadosVendasVPFMg a=PQ/E

  • 0$0$0$0

  • 1$100,000$100,000$100,000

  • 2$150,000$50,000 $75,000

  • 3$175,000$25,000 $58,333

  • 4$187,000$12,500 $46,875

  • 5$193,750$6,250$38,750

  • 6$196,875$3,125$32,813


Por que esta pol tica funciona1

Por que esta política funciona?

Pressuposto: Produto físico marginal decrescente.

Suponha que o salário de mercado prevalecente seja – Wm = $14,000.


Por que esta pol tica funciona2

Por que esta política funciona?

Aplicando a análise de custos benefícios a decisão de contratar, temos que:

Os custos incrementais de contratação de um novo trabalhador são iguais a $14,000.

Os beneficios marginais de se contratar um terceiro trabalhador é $25,000.

O benefício do incremento do quarto trabalhador é $12,500.

O benefício marginal de se contratar um quarto trabalhador é: $9,000.

O benefício líquido de se contratar o quarto trabalhador é -$1,500.


Por que esta pol tica funciona3

Por que esta política funciona?

Dado o critério de decisão acima, quanto trabalhadores a firma maximizadora de lucros devria contratar?

A firma deve contratar somente 3 trabalhadores.

Nota: a decisão de emprego é também uma decisão de produção.


Vpfmg a curva de demanda de m o de obra da firma

VPFMg é a curva de demanda de mão-de-obra da firma

Salário/RMg

$100,000

$50,000

$25,000

W = $14,000

$12,500

0

1

2

3

4

# de trabalhadores


Demanda por insumos a demanda derivada

Demanda por Insumos:A Demanda Derivada

A demanda derivada é a demanda por recursos (insumos) que é dependente da demanda por produto daqueles recursos que podem ser usados para produzi-lo; portanto, a demanda de mão-de-obra é uma demanda derivada.

Os insumos são demandados por uma firma se, e somente se, as famílias demandarem o que foi produzido pela firma.


Retornos decrescentes

Retornos Decrescentes

Supondo que a capacidade de produção esteja restrigida no curto prazo, uma firma que decida aumentar o produto irá eventualemnte fazer face a rendimentos marginais decrecentes.

A produtivade física marginal do trabalho é o produto adicional produzida por uma unidade adiconal de trabalho.


Valor do produto f sico marginal vpfmg

Valor do Produto Físico Marginal [VPFMg]

O Valor do produto físico marginal (VPFMg) (MRP) de um insumo variável é a renda adicional que uma firma ganha pelo emprego de uma unidade adicional do insumo, ceteris paribus.

O VPFMg é igual ao preço do produto fabricado pela firma, PX, vezes o produto físico marginal, PFMgE. Ela é a curva de demanda pelo insumo da firma.


A curva de demanda da firma

A curva de demanda da firma

A curva de demanda por mão-de-obra da firma é simplesmente uma curva que mostra a quantidade de trabalho empregada pela firma quando esta está maximizando os lucros a varias taxas de salário.

Analiticamente, ela é obtida variando-se a taxa de salário que uma firma faz face para um dado tipo de trabalho e mostrando qual será a quantidade de trabalho maximizadora de lucros empregada pela firma.


Por que a curva do vpfmge negativamente inclinada

Por que a curva do VPFMgE é negativamente inclinada?

O produto físico marginal da mão-de-obra cai a medida em que o número de horas de mão-de-obra vai aumentando em decorrência da existência de rendimentos decrescentes neste insumo.

A curva da receita do produto marginal, portanto, têm inclinação descendente, mesmo que o preço do produto seja constante.


Produ o com um insumo vari vel trabalho

D

Produto Total

C

A: inclinação da tangente =

PMg (20)

B: inclinação de OB = PM (20)

C: inclinação de OC=PMg & PM

B

A

Produção com um insumo variável (Trabalho)

Produção

por mês

112

60

Trabalho por mês

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10


Produ o com um insumo vari vel trabalho1

Observações:

À esquerda de E: PMg > PM & PM crescente

À direita de E: PMg < PM & PM decrescente

E: PMg = PM & PM máximo

Produto Marginal

E

Produto Médio

Produção com um insumo variável (Trabalho)

Produção

por mês

30

20

10

Trabalho por mês

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10


Produ o com um insumo vari vel trabalho2

Produção com um insumo variável (Trabalho)

Observações:

Quando PMg = 0, PT encontra-se no seu nível máximo;

Quando PMg > PMe, PMe é crescente;

Quando PMg < PMe, PMe é decrescente;

Quando PMg = PMe, encontra-se no seu nível máximo.


Produ o com um insumo vari vel trabalho3

Produção com um insumo variável (Trabalho)

  • PM = inclinação da linha que vai da origem a um ponto sobre a curva de PT, linhas b & c.

  • PMg = inclinação da tangente em qualquer ponto da curva de TP, linhas a & c.

Produção

por mês

Produção

por mês

D

112

30

C

E

20

60

B

10

A

Trabalho

por mês

Trabalho

por mês

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

1

10

9

0

2

3

4

5

6

7

8


Por que a curva do vpfmge negativamente inclinada1

Por que a curva do VPFMgE é negativamente inclinada?

D = VPFMgE = P.PFMgE

w

Quando o VPFMgE = w, a firma está maximizando seus lucros

wm

E*

0

E


N vel de equil brio de emprego no curto prazo para uma firma competitiva uma demonstra o matem tica

Nível de equilíbrio de emprego no curto prazo para uma firma competitiva – uma demonstração matemática

  • No curto prazo é assumida que o trabalho é um insumo variável.

  • O problema da firma é escolher o nível de emprego que irá maximizar os lucros da firma.

  • Os lucro são dados por:

    • (1)  = P.Q – w.E

    • (2)  = P . F(K, E) – w E


N vel de equil brio de emprego no curto prazo para uma firma competitiva uma demonstra o matem tica1

Nível de equilíbrio de emprego no curto prazo para uma firma competitiva – uma demonstração matemática

O nível de emprego que maximiza os lucros é encontrado derivando-se parcialmente a equação (2) e obtendo-se a condição de primeira ordem para um máximo:

/E = 0  [P.(f/E)] – w = 0

 P. (f/E) = w

VPFMgE = w


N vel de emprego maximizador de lucros

Nível de emprego maximizador de lucros

VPFMgE = w

O nível de emprego que iguala o VPFMg com a taxa de salário é o nível de emprego que irá maximizar os lucros da firma no curto prazo.


Valor do produto marginal

Valor do produto marginal

VPFMg= PX PFMg

Quando o preço do produto é constante [como no caso da concorrência perfeita], o comportamento do VPFMg depende somente do comportamento do PFMg.

Sob retornos marginais decrescentes, tanto o produto médio como o PFMgE eventualmente diminuem.


A firma usando um fator vari vel de produ o m o de obra e

A Firma Usando um Fator Variável de Produção: Mão-de-Obra (E)

Uma firma competitiva que utiliza apenas um fator de produção variável irá utilizar aquele fator na medida em que o valor do seu produto físico marginal exceda os custos unitários.

Por exemplo, como vimos acima, a firma somente irá utilizar mais mão-de-obra, se o VPFMg for maior do que a taxa de salário prevalecente no mercado.


Demanda de m o de obra pela firma

Demanda de mão-de-obra pela firma

A firma hipotética irá demandar 210 unidade de mão-de-obra.

W* =VPFMg = 10


Curva de demanda de curto prazo para um fator de produ o

Curva de demanda de curto prazo para um fator de produção.

Firma representativa

Quando uma firma usa somente um fator de produção variável, o VPFMg do fator, no caso aqui a mão-de-obra, é a curva de demanda do fator no curto prazo.

Unidade de m.o


Muitos mercados de trabalho

Muitos Mercados de Trabalho

Se os mercados de trabalho são competitivos, os salários naqueles mercados são determinados pela interação das curvas de oferta e demanda de mão-de-obra.

As firmas irão contratar somente trabalhadores na medida em que o valor do seu produto exceder o salário prevalecente no mercado de trabalho.


Deslocamentos da demanda de m o de obra da firma

Deslocamentos da demanda de mão-de-obra da firma

Mercado de trabalho

Firma representativa

Se a demanda pelo produto aumenta – o preço do produto irá aumentar e o VPFMg aumenta, provocando um deslocamento da curva para a direita.


Deslocamento da curva da demanda de m o de obra da firma

Deslocamento da curva da demanda de mão-de-obra da firma

Se a produtividade da mão de obra aumenta, tanto o produto marginal do trabalho quanto o VPFMgE irão aumentar, levando a um deslocamento da curva de PFMgE.


Impacto da acumula o de capital sobre a demanda pelo fator de produ o

Impacto da acumulação de capital sobre a demanda pelo fator de produção

A produção e o uso do capital aumentam a produtividade da mão-de-obra e aumentam a demanda por trabalho, levando a um aumento dos salários.


Impacto da mudan a tecnol gica

Impacto da Mudança Tecnológica

Mudança tecnológica refere-se a introdução de novos métodos de produção ou de novos produtos com a intenção de aumentar a produtividade dos insumos existentes ou de aumentar a produtividade marginal dos mesmos.

Deste modo, a mudança tecnológica pode ter e tem uma poderosa e significativa influência sobre a demanda por fatores de produção.


Efeito da inova o tecnol gica

A produtividade do trabalho

pode aumentar à

medida que

ocorram melhoramentos

tecnológicos, mesmo que

cada processo

produtivo seja

caracterizado por

rendimentos decrescentes

do trabalho.

C

B

O3

A

O2

O1

Efeito da Inovação Tecnológica

Produção

por período

de tempo

100

50

Trabalho por

período de tempo

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10


Produtividade da m o de obra

Produtividade da mão-de-obra

Produtividade média (q/E): montante total de produto produzido dividido pelo número total de horas trabalhadas

Produtividade marginal [q/E]: montante adicionado de produto por uma hora adicional de trabalho.


Demanda por m o de obra

Função de Produção

produto

200

174

144

100

0

1

2

3

4

Horas de trabalho


Demanda por m o de obra

Função de Produção

produto

200

174

O produto marginal da primeira hora de trabalho é igual a 100 unidades de produto.

144

100

1

2

3

4

Horas de trabalho


Demanda por m o de obra

Função de Produção

produto

200

174

144

O produto marginal do segundo trabalhador é de 44 unidades de produto.

100

0

1

2

3

4

Horas de trabalho


Curva de demanda de m o de obra

Curva de demanda de mão-de-obra

As firmas irão contratar mão-de-obra até o ponto onde o salário real se igualar ao valor do produto físico marginal.

Isto determina a posição da curva de demanda.


Demanda por m o de obra

Real

Wage

100

*

44

*

30

*

26

*

25

*

1

2

3

4

5

Labor Hours


Demanda por m o de obra

*

100

Salário real

44

*

Demanda por mão-de-obra

30

*

26

*

25

*

0

1

2

3

4

5

Horas de trabalho


Demanda por m o de obra

W0

P0

Salário real

Demanda por mão-de-obra

N0

0

Horas de trabalho


Demanda por m o de obra

W1

P1

As elevadas taxas salariais, as firmas

somente empregam poucas horas

de trabalho.

Salário real

Demanda

E1

0

Horas de trabalho


Demanda por m o de obra

W2

P2

A medida em que o salário real cai,

mais horas de trabalho são contratadas.

Salário real

demanda

0

E2

Horas de trabalho


Suponha que o montante de capital da firma aumente

Suponha que o montante de capital da firma aumente...


Demanda por m o de obra

Mais insumo capital (K)

produto

Q2

Q1

174

144

120

100

0

1

2

3

4

5

Horas de trabalho


As inova es tecnol gicas e os investimentos em capital

As inovações tecnológicas e os investimentos em capital ...

… permitem que o produto marginal da mão-de-obra e o salário real cresçam..


Demanda por m o de obra

D1

Salario real

Do

Oferta

w1

w0

Demanda

E1

E0

0

Horas de trabalho


Por que a curva de demanda de m o de obra se desloca

Por que a curva de demanda de mão-de-obra se desloca ?

Tecnologia;

Educação e treinamento

Aumento no estoque de capital


Tr s determinantes da produtividade

Três Determinantes da Produtividade

Capital físico

Quando os trabalhadores trabalham com uma grande quantidade de equipamento e estruturas, eles produzem mais.

Capital Humano

Quando so trabalhadores são mais instruídos, eles produzem mais.

Conhecimento tecnológico

Quando os trabalhadores tem acesso a tecnologias mais sofisticadas, eles produzem mais.


Produtividade e crescimento salarial nos estados unidos

Produtividade e Crescimento Salarial nos Estados Unidos

Taxa de crescimento

dos salários

Taxa de crescimento

da produtividade

Período


Produtividade e crescimento salarial em v rios pa ses

Produtividade e Crescimento Salarial em Vários Países


A curva de demanda do mercado por m o de obra

A curva de demanda do mercado por mão-de-obra

A curva de demanda de mercado de qualquer insumo é obtida observando-se as curvas de demanda de insumos de todas as firmas individuais.

Contudo, nós não podemos simplesmente somar as curvas de demanda das firmas no curto prazo. A razão disto é que se o preço da mão-de-obra diminuir, mais mão-de-obra será empregada e mais a produção irá aumentar. Mas, conforme aumenta a produção de toda a indústria, o preço do produto produzido deverá cair para que a produção adicional seja vendida. Isto resulta numa mudança da curva do VPFMg para a esquerda.

Portanto, devemos tomar em consideração este efeito de redução do preço do produto quando calculamos a curva de demanda no mercado de insumo.


A curva de demanda do mercado por m o de obra1

A curva de demanda do mercado por mão-de-obra

w

w

a

A

W2

b

b’

B’

w1

DE

0

0

E

E


Isoquantas

Isoquantas

Premissas

Um produtor de alimentos utiliza dois insumos

Trabalho (E) & Capital (K)


Isoquantas1

Isoquantas

Isoquantas

São curvas que representam todas as possíveis combinações de insumos que geram a mesma quantidade de produto


Produ o com dois insumos vari veis e k

Produção com dois insumos variáveis (E,K)

E

5

Mapa de Isoquantas

Capital

por ano

4

3

A

B

C

2

Q3 = 90

D

Q2 = 75

1

Q1 = 55

1

2

3

4

5

Trabalho por ano


Isoquantas e a flexibilidade no uso dos insumos

Isoquantas e a flexibilidade no uso dos insumos

As isoquantas mostram de que forma diferentes combinações de insumos podem ser usadas para produzir a mesma quantidade de produto.

Essa informação permite ao produtor reagir eficientemente às mudanças nos mercados de insumos.


Isoquantas2

Isoquantas

Curto prazo:

Período de tempo no qual as quantidades de um ou mais insumos não podem ser modificadas.

Tais insumos são denominados insumos fixos.

Longo prazo

Período de tempo necessário para tornar variáveis todos os insumos.


A curva de demanda por um insumo no longo prazo

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

Numa situação em que há mais de um fator variável de produção a curva de VPFMg não representa a curva de demanda do insumo em questão.

A razão disto é que uma alteração no preço de qualquer outro insumo resultará também numa alteração do emprego de outros insumos variáveis conforme a firma substituir insumos mais caros por insumos relativamente mais baratos. Contudo, estas alterações afetarão as quantidades demandadas do insumo original cujo preço foi alterado.


A curva de demanda por um insumo no longo prazo1

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

Quando o preço da mão-de-obra cai, a quantidade demandada aumentara, porque a nova reta salarial interceptará a curva do VPFMg a uma quantidade maior de emprego.

Contudo, conforme aumenta a quantidade utilizada de mão-de-obra, o PFMg do estoque de capital irá aumentar porque cada unidade de capital estará sendo operada por mais trabalhadores.


A curva de demanda por um insumo no longo prazo2

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

Trajetória de expansão

W1/r

K

W2/r

C

K2

III

A

B

K1

II

w1 > w2

S

I

E1

E2

E3

E

0


A curva de demanda por um insumo no longo prazo3

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

O ponto B, contudo, não está sobre a nova trajetória de expansão da firma. Ela está utilizando mais capital. Isto fará com que a curva de VPFMg1 se mova para VPFMg2.

O novo ponto de ótimo da firma estará no ponto C’. Unindo os ponto A’ e C’ obtemos a curva de demanda da firma por mão-de-obra quando o capital também varia.


A curva de demanda por um insumo no longo prazo4

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

w

A’

w1

Demanda por mão-de-obra.

w2

C’

B’

0

E


A curva de demanda por um insumo no longo prazo5

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

- K e E são insumos complementares;

- a taxa salarial inicial é w1 e a quantidade demandada de mão-de-obra é E1;

- a taxa salarial w2<w1 – se não houver aumento no uso do insumo capital e aumento na produção, a firma se desloca ao longo da isoquanta I de A para S. A substituição de K por E ocorre porque a mão-de-obra tornou-se, agora, mais barata. Este é o efeito-substituição.


Produ o com dois insumos vari veis

Produção com dois insumos variáveis

Existe uma relação entre produção e produtividade.

No longo prazo, K& L são variáveis.

As isoquantas descrevem as possíveis combinações de K & L que produzem o mesmo nível de produto.


A forma das isoquantas

E

A

B

C

Q3 = 90

D

Q2 = 75

Q1 = 55

A Forma das Isoquantas

5

Capital

por ano

4

3

2

1

1

2

3

4

5

Trabalho por ano


Taxa marginal de substitui o t cnica

2

1

1

1

Q3 =90

2/3

1

1/3

Q2 =75

1

Q1 =55

Taxa Marginal de Substituição Técnica

Capital

por ano

5

As isoquantas têm inclinação

negativa e são convexas,

assim como as curvas de indiferença.

4

3

2

1

1

2

3

4

5

Trabalho por ano


Isoquantas quando os insumos s o perfeitamente substitu veis

A

B

C

Q1

Q2

Q3

Isoquantas quando os insumos são perfeitamente substituíveis

Capital

por mês

Trabalho

por mês


Fun o de produ o de propor es fixas

Q3

C

Q2

B

Q1

K1

A

L1

Função de Produção de Proporções Fixas

Capital

por mês

Trabalho

por mês

0


Produ o com custo m nimo

Q1 é uma isoquanta

para o nível de produção Q1..

A curva de isocusto C0 mostra

todas as combinações de K e L

que custam C0.

K2

CO C1 C2 são

três linhas

de isocusto

A

K1

Q1

K3

C0

C1

C2

L2

L1

L3

Produção com Custo Mínimo

Capital

por

ano

Trabalho por ano


Substitui o de insumos quando o pre o de um insumo varia

Quando o preço of trabalho

aumenta, a curva de isocusto

torna-se mais inclinada devido

à mudança na inclinação -(w/L).

Isso resulta numa nova combinação de K eL

que minimiza o custo de produzir Q.

A combinação B é usada

no lugar da combinação A.

A nova combinação reflete o custo mais

elevado do trabalho relativamente ao capital,

de modo que ocorre substituição

de trabalho por capital.

B

K2

A

K1

Q1

C2

C1

L2

L1

Substituição de Insumos Quando o Preço de um Insumo Varia

Capital

por

ano

Trabalho por ano


A curva de demanda por um insumo no longo prazo6

A curva de demanda por um insumo no longo prazo

Com uma taxa salarial mais baixa e com o mesmo dispêndio, temos que mais mão-de-obra poderá ser adquirida, quanto a firma continua a empregar o mesmo montante de capital (k1). Portanto a produção aumenta.

O movimento do ponto B é o chamado efeito produção. A firma para a produzir mais, situando-se sobre a isoquanta II. Aqui temos que o emprego aumenta de E1 para E2.


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra efeito escala e efeito substitui o

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra:efeito-escala e efeito-substituição

Efeito-substituição (A – S)

Efeito-escala (S – C)

Efeitos de uma alteração na taxa salarial


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra efeito escala e efeito substitui o1

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra:efeito-escala e efeito-substituição

K

I

A

S

C

II

0

E


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra efeito substitui o

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra: efeito-substituição

Efeito-substituição – refere-se ao movimento, ao longo da curva de isoquanta do ponto A para o ponto S.

O ES indica o que ocorre com o emprego da firma quando há uma mudança salarial , mantendo-se o produto constante.

O efeito substituição sempre leva a firma a contratar mais trabalhadores quando o salário cai.

O efeito substituição deve reduzir a demanda por capital da firma.


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra efeito escala

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra: efeito-escala

O efeito-escala - indica o que acontece com a demanda de insumos da firma a medida em que a firma expande sua produção (isto é, quando há uma mudança nas isoquantas). Ele é representado graficamente pelo movimento do ponto S para o ponto C.

O efeito escala aumenta o emprego da firma e do estoque de capital.


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra uma an lise matem tica

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra:uma análise matemática

Resolvendo o problema de maximização para os níveis ótimos de capital e trabalho nós obtemos uma função de demanda por mão-de-obra que é função dos preços dos insumos (K e E) e dos preços dos produtos (p) e do produto demandado (q):

E = [r, w, q(p, r, w)]


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra uma an lise matem tica1

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra:uma análise matemática

Diferenciando-se totalmente a função demanda por mão-de-obra obtemos a seguinte função:

dE = (P/r)dr +(E/w)dw + (E/Q)

(Q/P)dr + (E/q)(Q/P)(P/W)dw

mantendo-se o custo do capital constante, isto é, dr=0, a diferencial total fica igual a:

dE = (E/w)dw + (E/q)(Q/P)(P/W)dw


Os efeitos da varia o no pre o do insumo m o de obra uma an lise matem tica2

Os efeitos da variação no preço do insumo mão-de-obra:uma análise matemática

Dividindo-se ambos os lados da equação acima por dw, a mudança total no nível de emprego que resulta de uma mudança na taxa salarial é dada por:

(dE/dw) = (E/w) + [(E/q)(Q/P)(P/W)]

Reflete a mudança no nível de emprego resultante de uma mudança na taxa de salários (efeito-substituição)

Reflete a mudança no emprego que resulta de uma mudança na taxa de produto (efeito-escala)


Eugene slutsky 1880 1948

Eugene Slutsky, 1880-1948

http://cepa.newschool.edu/het/profiles/slutsky.htm


A elasticidade da demanda por m o de obra

A Elasticidade da Demanda por Mão-de-Obra


A elasticidade da demanda por m o de obra1

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

A inclinação negativa da curva de demanda por mão-de-obra mostra que a taxa de salário e o nível de emprego são inversamente relacionados.

Igualmente importante é sabermos quão sensível é o nível de emprego as mudanças no custo da mão-de-obra (salários). Isto envolve o conceito de elasticidade.


A elasticidade da demanda por m o de obra2

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

ed = (E/E)/ (w/w)

w

elástica

Elasticidade unitária

inelástica

E

0


A elasticidade da demanda por m o de obra e a folha de pagamento

A elasticidade da demanda por mão-de-obra e a folha de pagamento

ed = [(E/E)/ (w/w)]

w

E

0


Elasticidade da demanda por m o de obra

Elasticidade da Demanda por Mão-de-Obra

Diferentes elasticidades: a curva de demanda D2 é muito mais elastica que a curva de demanda D1.

W1

W2

D2

D1

E1

E2

E4

E3


Elasticidade da demanda por m o de obra1

Elasticidade da Demanda por Mão-de-Obra

Não é muito acurado falar-se sobre a elasticidade de uma curva de demanda.

Sobre uma curva de demanda linear, a elasticidade varia de uma região para outra.


A elasticidade da demanda por m o de obra e a folha de pagamento1

A elasticidade da demanda por mão-de-obra e a folha de pagamento

Demanda elástica - aumento da taxa de salário – redução da FP.

Demanda inelástica - aumento na taxa de salário causa um aumento na folha de pagamento.


A elasticidade da demanda por m o de obra3

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Origem:

Marshall (1920)

Hicks (1932, p. 241-247) – Theory of Wages


A elasticidade da demanda por m o de obra4

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Hicks (1932, p.241-247) identificou quatro fatores específicos com relação a demanda por mão-de-obra. Estas quatro “leis” nos dizem que, ceteris paribus, os fatores que determinam o valor da elasticidade são:

a) a demanda pelo produto final;

b) as possibilidades tecnológicas de produção;

c) a elasticidade de oferta de outros insumos;

d) o pagamento dos fatores como percentual dos custos totais de produção.


A elasticidade da demanda por m o de obra5

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

a) a demanda pelo produto final – quanto mais elástica for a demanda pelo produto final, mais elástica será a demanda de cada insumo.

Quando o salário aumenta, o custo marginal de produção aumenta. Um aumento salarial eleva o preço do produto e reduz a quantidade demandada pelo consumidor pelo produto. Visto que menos produto é produzido dado que as vendas caíram devido a elevação do preço as firmas reduzem a quantidade de emprego.


A elasticidade da demanda por m o de obra6

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Assim, quanto maior for a redução na quantidade demandada do consumidor, devido ao aumento no preço do produto final, maior será a redução no emprego e mais elástica será a curva de demanda por mão-de-obra na indústria.


A elasticidade da demanda por m o de obra7

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Esta primeira lei da demanda derivada afeta a elasticidade da demanda por mão-de-obra através dos efeitos escala, visto que o impacto de uma mudança salarial é sentida através de uma mudança no nível de produção.


A elasticidade da demanda por m o de obra8

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Quanto mais elástica a curva de demanda do produto, maior será a redução no emprego devido a um aumento na taxa salarial. Isto implica que uma redução de curto prazo no emprego será relativamente grande dado que a firma é forçada a realizar um substancial declínio no nível de produção.

Portanto, quanto maior for o efeito escala, mais elástica serão as curvas de demanda de curto e longo prazos por mão-de-obra.


A elasticidade da demanda por m o de obra9

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Implicações da regra #1

a) a curva de demanda por mão-de-obra para uma firma individual será mais elástica, ceteris paribus, quanto mais competitiva for o produto no qual ele opera.

A razão é que quanto maior for o número de firmas que vendem um determinado produto, maior será a capacidade dos consumidores em buscar produtos em outras firmas fazendo com que a curva de demanda pelo produto da empresa seja muito sensível as mudanças nos preços.


A elasticidade da demanda por m o de obra10

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

b) Este resultado ajuda a explicar porque os sindicatos são capazes de aumentar os salários mais rapidamente em indústrias oligopolísticas , tais como a de automóveis no Brasil na década de 1980.


A elasticidade da demanda por m o de obra11

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

c) Na medida em que existem poucas firmas, as possibilidades de substituição dos consumidores são reduzidas, fazendo com que a curva de demanda por mão-de-obra seja mais ineslática.

Quanto mais inelástica for a curva de demanda por mão-de-obra, menor será a perda de emprego para um sindicato que aumente seus salários.


A elasticidade da demanda por m o de obra12

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

b) as possibilidades tecnológicas de substituição – a elasticidade-preço de um insumo depende das possibilidades tecnológicas de substituição de um insumo por outro. Em alguns casos, esta possibilidade é muito limitada, mas em outros substancial.

Quanto maior o grau de substituição entre capital e mão-de-obra [nós medimos a possibilidade tecnológica de substituição de insumo pela elasticidade de substituição técnica], mais sensível será a demanda por mão-de-obra, isto é, mais elástica ela será;


A elasticidade da demanda por m o de obra13

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Esta regra segue do fato de que o tamanho do efeito substituição depende da curvatura da isoquanta.

Quanto maior for a elasticidade de substituição, mais a isoquanta se parecerá com uma linha reta e mais similares serão o capital e o trabalho no processo produtivo. Isto implica que a firma tem muita facilidade para substituir capital por mão-de-obra quando há mudanças nas taxas de salários.


A elasticidade da demanda por m o de obra14

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

c) oferta de outros insumos - quanto maior for a oferta de outros insumos competitivos de produção, mais elástica será a curva de demanda por trabalho naquele setor;

Esta lei de demanda afeta a elasticidade da demanda por trabalho através do efeito substituição.

Quanto mais inelástica for a curva de oferta de outros insumos competitivos de produção, menor será o efeito substituição para um dado aumento salarial e menor será a elasticidade da demanda no longo prazo.


A elasticidade da demanda por m o de obra15

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

d) pagamento dos fatores de produção como percentual dos custos totais;

A demanda por mão-de-obra é mais elástica quanto maior for a sua participação nos custos totais;

Se o trabalho é pouco importante nos custos totais, temos que um aumento salarial tem somente um pequeno impacto sobre os custos marginais e, portanto, sobre a demanda final do consumidor.


A elasticidade da demanda por m o de obra16

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

Em indústrias capital intensivas (refino de petróleo, química, energia etc) os custos de mão-de-obra são pequenos em relação aos custos totais, portanto nestas indústrias a demanda por mão-de-obra deve ser inelástica.

Já em indústrias intensivas em mão-de-obra, a curva de demanda deve ser muito mais elástica.


A elasticidade da demanda por m o de obra17

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

e) curto e longo prazos

Quanto maior for o tempo permitido para o ajustamento, mais ajustamentos ocorreram por parte das firmas.

Assim, a elasticidade da demanda por mão-de-obra no longo prazo deve ser maior no longo prazo do que no curto prazo.


A elasticidade da demanda por m o de obra18

A elasticidade da demanda por mão-de-obra

No curto prazo pode não haver bons substitutos para um produto ou os consumidores estão presos as seus estoques de bens duráveis.

Após um determinado período, contudo, novos produtos poder ser substituídos e os consumidores irão começar a substituir os bens duráveis que ficaram velhos.


Estimativas de elasticidade da demanda por m o de obra cf hamermesh 1986

Estimativas de elasticidade da demanda por mão-de-obra [cf. Hamermesh (1986)]

1) todos os estudo encontraram, como predito pela teoria, que a curva de demanda por mão-de-obra era negativamente inclinada, seja ela medida entre ocupações, indústrias ou grupos demográficos, ou seja, altos salários implicam em menos empregos, ceteris paribus;


Estimativas de elasticidade da demanda por m o de obra cf hamermesh 19861

Estimativas de elasticidade da demanda por mão-de-obra [cf. Hamermesh, 1986]

2) em geral, as curvas de demanda na economia são inelásticas. Baseadas nas estimativas apresentadas, Hamermesh (1986) calculou um consenso para as estimativas de elasticidade da demanda por mão-de-obra que se situavam em torno de [-0,30].

Isto implica que, então, para cada aumento de salário real de 1%, a demanda por mão-de-obra declina em 0,33%.


Estimativas de elasticidade da demanda por m o de obra cf hamermesh 19862

Estimativas de elasticidade da demanda por mão-de-obra [cf. Hamermesh (1986)]

3) as evidências sugerem que a elasticidade da demanda por mão-de-obra é grande para trabalhadores desqualificados do que para qualificados.

A razão disto é que os trabalhadores desqualificados são, de um modo geral, substituídos com grande facilidade na produção.


Os sindicatos e a elasticidade da demanda por m o de obra

Os sindicatos e a elasticidade da demanda por mão-de-obra

Os sindicatos são organizações complexas, não sendo previsível especificarmos quais são os seus objetivos de modo claro e preciso em todas as ocasiões.

Contudo, parece claro que para a maioria dos sindicatos a questão salarial e do emprego têm importância.


Os sindicatos e a elasticidade da demanda por m o de obra1

Os sindicatos e a elasticidade da demanda por mão-de-obra

A observação acima leva a uma predição simples de que, ceteris paribus, quanto mais elástica for a demanda por mão-de-obra, menores serão os ganhos salariais que um sindicato irá obter para seus membros.

A razão desta predição é que quanto mais elástica for a demanda por mão-de-obra, maior será a percentagem da redução do emprego associada com qualquer percentagem de um aumento salarial.


Os sindicatos e a elasticidade da demanda por m o de obra implica es

Os sindicatos e a elasticidade da demanda por mão-de-obra: implicações

a) os sindicatos irão obter grandes ganhos salariais para seus membros no mercado quando as curvas de demanda por mão-de-obra forem inelásticas;

b) os sindicatos irão adotar estratégias que reduzam a elasticidade salarial da demanda de mão-de-obra de seus membros [proibir a importação de bens e serviços, impor cotas, manter monopólios e/ou oligopólios]

c) os sindicatos irão buscar organizar os trabalhadores nos mercados no qual a curva de demanda por mão-de-obra seja inelástica (pois os ganhos advindos da sindicalização são grandes).


Os efeitos dos impostos sobre a folha de pagamento

Os Efeitos dos Impostos Sobre a Folha de Pagamento

Quem sustenta a carga fiscal de um imposto sobre a folha de pagamento?

Considere um imposto referente ao seguro social pago por um empregador.

A parte que faz o pagamento [que recolhe o imposto], não é necessáriamente aquela que faz face a carga fiscal !

Como veremos, a divisão da carga fiscal irá depender das elasticidades da oferta e demanda por mão-de-obra.


O imposto sobre a folha de pagamento

O Imposto sobre a Folha de Pagamento

Suponha que um imposto seja fixado num montante X por hora;

Sem o imposto, o salário que o empregador paga é o memos que o trabalhador recebe

Contudo, depois que o imposto entra em vigor, temos que os custos salariais > salário recebido pelo trabalhador. A diferença é o imposto recolhido pelo governo.

Com isto temos que a demanda por mão-de-obra desloca-se para a esquerda, sendo este deslocamento igual a X.


Demanda por m o de obra

Os efeitos de um imposto

sobre a folha de pagamento

das empresas


A carga fiscal do imposto sobre a folha de pagamento

A carga fiscal do imposto sobre a folha de pagamento

No novo equilibrio [ponto G] temos um nível de emprego mais baixo e um salário líquido mais baixo.

Os trabalhadores fazem face a nova carga na forma de salários mais baixos e menor nível de emprego.

Contudo, o salário líquido não cai no mesmo montantde do imposto, X, parte da carga fiscal é paga pelas firmas [a menos que a oferta de mão-de-obra seja perfeitamente vertical].


Tomada de decis o quando os dados n o s o facilmente obten veis

Tomada de decisão quando os dados não são facilmente obteníveis

Até aqui nós supomos os dados necessários para as tomadas de decisões estivessem disponíveis aos administradores.

Contudo, o que deve ser feito na prática quando os principais dados não estiverem disponíveis ou forem muito caros de se obter no curto prazo?


Tomada de decis o quando os dados n o s o facilmente obten veis1

Tomada de decisão quando os dados não são facilmente obteníveis

A produtividade e os salários de diferentes tipos de trabalhadores está baseada principalmente na educação e experiência! Mas se os dados não estão disponíveis?

(i) Escolher uma solução sem análise;

  • Estimar os números relevantes;

    (iii) Experimentar (tentativa e erro).


Tomada de decis o quando os dados n o s o facilmente obten veis2

Tomada de decisão quando osdados não são facilmente obteníveis

(i) Escolher uma solução que independa da análise

Desistir de incluir o dado na análise

Exemplo: não incluir experiência com videogame

Equivale a formular um outro modelo em que esta variávelnão influi no desempenho


Tomada de decis o quando os dados n o s o facilmente obten veis3

Tomada de decisão quando os dados não são facilmente obteníveis

(ii) Estimar os números relevantes

Para incluir a experiência com videogames, atribuir:

2% a mais no salário e 5% a mais na produtividade. Isto implica que:

(1,02 w/ 1,05Q) < (w/ Q) (vale para quaisquer w e Q)

Conclusão: incluir experiência com videogames nosrequisitos para contratação.


Tomada de decis o quando os dados n o s o facilmente obten veis4

Tomada de decisão quando os dados não são facilmente obteníveis

(iii) realizar um experimento

- o que você está tentando aprender e o que você deseja conhecer com o mesmo?

- qual é o efeito da obtenção da resposta sobre os lucros esperados pela firma com a realização do experimento?

- que tipos de dados serão necessários para responder a questão?

  • - quão dispendioso é a obtenção dos dados no curto prazo?

  • - os dados coletados irão prover uma resposta confiável a questão formulada?


Dados geralmente dispon veis

Dados Geralmente Disponíveis

Estimativas dos custos da mão-de-obra

Salários médios de trabalhadores em cargos de suporte administrativo - São Paulo e Rio de Janeiro

Ocupação Nível SPRJ

Secretárias5$17.46$16.57

Datilografas3$17.01$14.06

Arquivistas4$15.99$14.10

Recepcionistas3$11.89$10.89


O que fazer quando n o houve empregos compar veis

O que fazer quando não houve empregos comparáveis?

Métodos de classificação de empregos

[Job Rating Methods]

De um modo geral, o emprego na firma envolve um conjunto de várias habilidades disponíveis;

O uso de vários métodos para estimar os custos da mão-de-obra.


O que fazer quando n o houve empregos compar veis1

O que fazer quando não houve empregos comparáveis?

O emprego é definido por um conjunto de características:

As habilidades do trabalhador

Tarefas executadas pelos trabalhadores.

As firmas privadas desenvolvem métodos de classificar empregos.


M todo usando caracter sticas

Método Usando Características

- Conhecimento;

- Supervisão recebida;

- Complexidade das tarefas;

- Contatos pessoais;

- Propósito dos contatos;

- Demandas físicas;

- Ambiente;

- Tarefas de supervisão


Sal rios por rating points ocupa es selecionadas porto alegre 2006

Salários por Rating PointsOcupações selecionadas, Porto Alegre, 2006

PontosAdministrativoProdução

5$13.89 $16.87

6$18.00 $19.79

7$18.05 $22.86

8$20.56 $25.25

9$24.57 $26.73

l4$56.77 NA


Fa a o melhor que voc puder

Faça o Melhor que Você Puder…

Estimativa do numerador

  • Dados disponíveis dos custos sobre a qualidade do trabalho.

  • Estimativa do denominador

    Você pode “pensar” sobre qual o valor do parametro.

    • Condidere a seguinte relação de produção na sua firma:

      • Q = ao + a1*Pontos-Nivel + u

  • Você pode estimar a1?

    • Dos dados históricos?

    • Dos salários pagos pelos competidores?


  • Principais conclus es do cap tulo

    Principais conclusões do capítulo

    (i) as decisões referentes a economia dos recursos humanos e da estruturação de políticas de recursos humanos envolvem dilemas (trade offs), no qual temos que ponderar os custos e benefícios específicos de cada ação.

    A intuição por traz deste capítulo é que nós devemos pensar em termos de trade-offs.


    Principais conclus es do cap tulo1

    Principais conclusões do capítulo

    (ii) a ERH enfatiza o uso de modelos, ou simplificações da complexa realidade que envolve o mercado de trabalho.

    Os modelos são necessários a fim de simplificar, dar sentido e obter generalizações de situações que aparentemente são complicadas.

    Todas as disciplinas científicas usam modelos em suas análises. Os modelos também proporcionam uma disciplina para as nossas análises: elas nos forçam a focar nas questões essenciais do problema.


    Principais conclus es do cap tulo2

    Principais conclusões do capítulo

    (iii) As decisões das firmas com relação a decisão e políticas de contratação tendem a ter melhores resultados quando o administrador de recursos humanos ou a firma utilizar estimativas quantitativas de números relevantes ou experimentos ao invés de simplesmente usar a intuição.


    Principais conclus es do cap tulo3

    Principais conclusões do capítulo

    (iv) as firmas não devem contratar os “melhores trabalhadores”. A contratação envolve um dilema (trade off) de custos e benefícios; a abordagem correta é a de contratar aqueles trabalhadores com a menor razão [salário/produto].

    (v) Empiricamente, a educação e a experiência são os dois preditores mais importantes da qualidade dos trabalhadores;


    Principais conclus es do cap tulo4

    Principais conclusões do capítulo

    (vi) A firma deve continuar a contratar trabalhadores até que o incremento nos lucros seja positivo, ou em outras palavras, até que o valor do produto físico marginal seja positivo [VPFMgE = w].

    (viii) quais os trabalhadores que uma firma deve contratar dependem dos custos e benefícios dos trabalhadores e não das condições financeiras da firma.


    Principais conclus es do cap tulo5

    Principais conclusões do capítulo

    (viii) A interdependência na produção também afeta as decisões de contratação:

    (a) quando os trabalhadores interagem no trabalho, a contribuição de um trabalhador sobre produto inclui os efeitos do produto do seu colega de trabalho. Vale a pena contratar mais e melhores trabalhadores quando produto é interrelacionado;

    (b) a medida em que a firma aumenta o montante ou a qualidade do seu estoque de capital, ela deveria melhorar a qualidade dos trabalhadores que emprega.


    Principais conclus es do cap tulo6

    Principais conclusões do capítulo

    (ix) De um modo geral vale a pena contratar trabalhadores mais arriscados porque a firma tem um “valor de opção” (option value). Se o trabalhador não for uma “estrela” (star), ele pode ser despedido, reduzindo os custos potenciais.

    Se ele for uma estrela (ou um sucesso), os benefícios de sua permanência na empresa podem ser desfrutados pela firma durante toda a sua carreira.


    Principais conclus es do cap tulo7

    Principais conclusões do capítulo

    Além disso, quanto mais jovem for o trabalhador ou quanto mais curto for o período requerido para aprendermos sobre a produtividade do trabalhador, maior será o valor de um trabalhador arriscado.


    O que uma contrata o tima

    O que é uma contratação ótima?

    Aqui discutimos as regras pelas quais as firmas deveriam tomar decisões de contratação de mão-de-obra.

    O foco da análise centrou-se sobre as implicações dos atributos do trabalhador, do emprego do trabalhador no que se refere a contratação ótima.


    O que uma contrata o tima1

    O que é uma contratação ótima?

    A contratação ótima foi discutida ao longo de várias dimensões:

    (i) atributos (qualidade da mão-de-obra em termos de educação);

    (ii) do número de trabalhadores que uma firma deveria contratar (de cada tipo) e;

    (iii) de como isto está relacionado com a situação da firma, do emprego e do nível salarial.


    Resumo

    Resumo

    A abordagem econômica padrão pode servir de um guia eficiente no que serefere as políticas de contratação das firmas no que se refere:

    (i) ao número de trabalhadores;

    (ii) a qualidade dos trabalhadores.


    Resumo1

    Resumo

    A comparação dos custos unitários do trabalho é um guia útil ou uma ferramenta indispensável para se decidir entre diferentes tipos de habilidade e qualificações.

    Nem sempre a melhor política de ARH é sempre contratar “Best of the Best.”

    Mesmo com dados de má qualidade esta abordagem pode fornecer boas respostas…

    Nós podemos fazer melhor do que simplesmente “chutar” ou utilizar o “achismo”.


    A utilidade da erh

    A utilidade da ERH

    Personnel is now a science that provides detailed and unambiguous answers to the issues that trouble managers today.

    Edward Lazear (1998)

    Human resources are key to organizational success or failure.

    Baron & Kreps (1999)


    A utilidade da erh li o fundamental

    A utilidade da ERH – Lição fundamental

    (i) Os padrões de contratação são importantes !

    (ii) A análise econômica importa!


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 1993

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    (i) nós assumimos aqui que a demanda por mão-de-obra é homogênea em termos de horas trabalhadas e esforço por hora;

    o objetivo aqui e simplesmente mostrar que a teoria da demanda por mão-de-obra.


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 19931

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    (ii) a inclinação negativa da curva de demanda por mão-de-obra.

    Seja E o insumo homogêneo de mão-de-obra, w o salário nominal e P o preço do produto;

    Nós assumimos que o produto é produzido por uma função de produção que transforma os serviços de mão-de-obra em produto:

    y=  (E); ’ > 0 ; ’’ <0


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 19932

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    - ’ > 0 ; ’’ <0 - isto implica que há rendimentos decrescentes da mão-de-obra.

    Isto pode ser assumido ser uma função de produção de curto prazo no qual todos os outros insumos são mantidos constantes.

    - é assumido que a firma é competitiva em todos os mercados e ela busca maximizar seus lucros () :

     = P[ (E)] - wE


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 19933

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    max  = P[ (E)] - wE

    E*

    /E = ’(E*) – (w/P) = 0

    ’(E*) = w/P ou ’(E*) P = w

    Valor do produto físico marginal


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 19934

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    ’(E*) P = w

    O resultado é um máximo visto que, pela condição de segunda ordem, ’’ < 0.

    Diferenciando-se ’(E*) – (w/P) = 0 e rearranjando-se os temos, obtemos:

    E/w = [1/ ’’ (L*)] < 0


    A demanda por m o de obra modelo est tico um ap ndice matem tico hamermersh 19935

    A demanda por mão-de-obra (modelo estático): um apêndice matemático [Hamermersh (1993)]

    E/w = [1/ ’’ (L*)] < 0

    Esta condição nos leva a inferir a existência de uma curva de demanda negativamente inclinada.

    A inclinação negativa da curva de demanda baseia-se na concavidade de uma função de produção de um fator.

    Quanto mais rápidos forem a diminuição dos retornos da mão-de-obra, mais negativo é ’’ e mais inclinada é a cura de demanda por mão-de-obra.


    Demanda por m o de obra notas de aula

    DEMANDA POR MÃO-DE-OBRANOTAS DE AULA

    PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO

    TEORIA MICROECONÔMICA II

    UFRGS


  • Login